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A Proposta Pedagógica da Univasf

publicado 09/08/2017 12h01, última modificação 11/08/2017 10h34

O Projeto Pedagógico da Universidade é apresentado, nesta seção, a partir de sua segmentação nos seguintes elementos: a inserção regional da Univasf e seu compromisso social; a missão, a visão e os valores de referência para a trajetória institucional; a sua organização didático-pedagógica; e os objetivos e metas estratégicos para as políticas institucionais nas diversas áreas de atuação da Universidade.


A Universidade e sua Inserção no Contexto Regional

Muito embora a região delimitada como Semiárido brasileiro também compreenda parte do norte do Estado de Minas Gerais, conforme apresenta a Figura 01, a seguir, o âmbito da atuação da Univasf é legalmente definido como a região do semiárido nordestino. Como se observa na imagem, esse território compreende a maior parte da região Nordeste (56,46%), em oito de seus estados.


Figura 01: Mapa do Semiárido brasileiro
Fonte: IBGE

 

Conforme o Instituto Nacional do Semiárido - INSA, os percentuais dos territórios dos estados nordestinos abrangidos pelo Semiárido são os que constam no Quadro 01, abaixo. Destaca-se, como se pode observar, o fato de que mesmo o estado com o menor desses percentuais, apresenta quase metade (45,28%) de seu território na porção semiárida.

 Quadro 01: Percentuais dos territórios dos Estados nordestinos localizados na região semiárida

Estado

Porção semiárida do território (%)

Rio Grande do Norte

92,97

Pernambuco

87,60

Ceará

86,74

Paraíba

86,20

Bahia

69,31

Piauí

59,41

Sergipe

50,67

Alagoas

45,28

 Fonte: organizado a partir de dados do INSA

Os critérios para essa regionalização incorporam médias anuais de precipitação pluviométrica, balanços hídricos como representantes do índice de aridez e o risco de ocorrência de secas. Tais variáveis são utilizadas para definir se um município é pertencente ou não ao Semiárido (Portaria Nº 89/2005, do Ministério da Integração Nacional).

Nessa região, conforme o Instituto Nacional do Semiárido – INSA, encontram-se 22,5 milhões de habitantes, distribuídos em 980,13 mil Km². Essa população equivale a cerca de 42,57% da população do Nordeste e aproximadamente 12% da população brasileira. Ao todo, o Semiárido compreende 1.135 municípios. Nele, estão 58,53% dos municípios nordestinos e 20,40% do número nacional de municípios.

Essa região representa, no cenário brasileiro, um histórico de desafios sociais e econômicos, cujo relevo pode ser compreendido quando se observa que, segundo dados do IBGE, aproximadamente 60% dos municípios do Semiárido possuem Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDH-M) caracterizado como baixo ou muito baixo e todos possuem IDH inferior ao brasileiro, este último de 0,727[1]. Visto que o IDH agrega indicadores de longevidade, de escolaridade e de renda, esse dado é simbólico dos desafios da região, em termos das necessidades de adequação da gestão de seus serviços de saúde, da oferta de educação e da dinamização produtiva, especialmente nesses dois últimos, conforme se pode observar no Quadro 02, que segue.


[1] O IDH tem limite inferior igual a zero e limite superior de 1,00.

Quadro 02: Percentuais de municípios do semiárido, por categoria apresentada no IDH-M 2010

Dimensão do IDH-M

De muito baixo a baixo IDH-M (%)

Médio IDH-M

(%)

De muito alto a alto IDH-M (%)

Longevidade

-

3,61

96,39

Educação

96,12

3,79

0,09

Renda

85,64

14,10

3,34

Fonte: organizado a partir de dados do INSA


Note-se, a partir do quadro anterior, que apesar dos bons indicadores apresentados em termos de longevidade, a região Semiárida tem IDH-M considerado muito baixo ou baixo para 96,12% de seus municípios na dimensão educação e para 85,64% deles na dimensão renda.  Dos 22,5 milhões de habitantes do Semiárido, segundo a mesma fonte, 18,9 milhões vivem em municípios do IDHM muito baixo ou baixo no componente educação. Especificamente quanto à dimensão renda, em 2010, nenhum município ali apresentava renda per capita igual ou superior à brasileira[1].

 Nesse cenário, a Univasf faz parte do processo geral de interiorização da Educação Superior pelo território brasileiro e, especialmente, pelo Semiárido. Só recentemente tem sido reduzido o déficit de oferta de ensino superior nessa região, caracterizada historicamente pela existência de poucas instituições acadêmicas. Ao longo da história, as Universidades Federais nordestinas concentraram suas atuações junto às suas sedes administrativas, geralmente localizadas nas capitais dos Estados, a maioria, portanto, nas zonas litorâneas fora da abrangência Semiárida. Quando muito, estas universidades contaram com câmpus campi avançados ou unidades descentralizadas mais interioranas.

Quase sempre, coube às iniciativas estaduais a oferta de atividades de ensino superior público no Semiárido. Desse modo, no contexto brasileiro de mudanças, a partir deste início de século XXI, a Univasf foi a primeira instituição federal de ensino superior criada no interior do Semiárido e do Nordeste, sendo seguida, mais tarde, pelo processo de criação de outras universidades de mesma natureza, a exemplo da Universidade Federal do Cariri – UFCA, em Juazeiro do Norte - CE; da Universidade Luso-Afro Brasileira – Unilab, em Redenção – CE; da Universidade Federal do Recôncavo Baiano – UFRB; da Universidade Federal Rural do Semiárido – UFERSA; e da Universidade Federal do Oeste Baiano – UFOB. Junto com a expansão da rede de Institutos Federais (IFs), que ofertam ensino profissional, técnico e tecnológico, a Univasf e essas demais instituições têm atuado na redução da enorme lacuna histórica de Educação ocasionada no Sertão brasileiro, bem como contribuindo para o atendimento das crescentes necessidades que essa região passa a apresentar, como resultado de seu desenvolvimento social e econômico. 


[2] Os dados apresentados têm como fonte primeira o último Censo Demográfico brasileiro, realizado no ano de 2010, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística.


Missão, Visão e Valores na Trajetória da Univasf

 A Universidade Federal do Vale do São Francisco – Univasf, a partir dessa sua contextualização e histórico, assinala sua atuação em consonância com as particularidades de sua inserção regional. Não se desconsidera, contudo, a natureza indissociavelmente universal de muitas das questões relacionadas à produção de conhecimento e às demandas universais da coletividade.           Desse modo, através do presente Plano de Desenvolvimento Institucional (2016 – 2025), a Univasf expressa sua missão, visão e valores, pelos quais pretende orientar a continuidade de sua experiência institucional:

Missão:

Ofertar, com excelência, atividades de ensino superior, extensão, pesquisa e inovação em diversas áreas do conhecimento, na sua região de atuação e em consonância com as demandas de interesse público.

Visão:

Ser uma Universidade reconhecida, nacional e internacionalmente, pela excelência da sua oferta de Educação Superior e da sua atuação em defesa da cidadania e do desenvolvimento regional.

Valores:

- Zelo pela atuação ética e responsável

A Universidade adota o interesse público como referencial de sua atuação e orienta-se pelos valores básicos da humanidade, como democracia, justiça, solidariedade e respeito à diversidade. A instituição toma esse valor como referência não apenas para a operacionalização de suas atividades acadêmicas, mas também em seus processos gerenciais, para além das exigências legais a serem salvaguardadas. 

- Compromisso com o conhecimento enquanto elemento de transformação

A atuação dos profissionais da Universidade pauta-se pela valorização, produção e democratização de diversas formas de saber, buscando o desenvolvimento educacional e cultural como via de superação de problemas da sociedade e a promoção do seu bem-estar.

- Disposição para a Inovação

A vida universitária nutre uma postura de prontidão face ao desenvolvimento ou incorporação de mudanças que auxiliem na efetivação de sua missão, observando necessariamente a coerência com a sua natureza pública.

- Sintonia com as questões locais e globais da sociedade

A Universidade se orienta pela relevância de sua função social em termos de sua área de atuação imediata, sem perder de vista a sua inserção internacional, sintonizando-se, coerentemente, com os fenômenos contemporâneos relacionados às sua missão institucional.

- Autonomia

A missão da Universidade e a atuação de seus profissionais são desenvolvidas em ambiente de exercício da liberdade e da criatividade, dentro das competências que lhes são próprias. 

Os valores acima também são expressos no Estatuto da Univasf, na forma dos princípios estabelecidos pelo seu Art. 5º, dentre os quais se destacam os princípios de liberdade; pluralismo de ideias; gratuidade do ensino; caráter democrático da gestão; valorização profissional; indissociabilidade ensino-pesquisa-extensão; compromisso com o padrão de qualidade; universalidade; flexibilidade; cooperação; e respeito pela dignidade humana.


A Organização Didático-Pedagógica na Univasf

As atividades de ensino, de pesquisa e de extensão desenvolvidas pela Univasf atendem aos critérios legais estabelecidos pela legislação pertinente à oferta de Educação Superior no Brasil e legislação correlata. Destacam-se, nesse sentido, a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB) (Lei N° 9.394/1996) e a Lei que instituiu o Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior – Sinaes (Lei Lei No 10.861/2004).

Em termos de organização interna, a política de ensino de graduação conta com uma câmara específica, de caráter propositivo, consultivo e deliberativo sobre as formulações referentes a esta política. Por sua vez, a política de pesquisa e de pós-graduação conta com a Câmara de Pesquisa e a Câmara de Pós-graduação. Semelhantemente, a política de extensão universitária tem a Câmara de Extensão como espaço de consulta e deliberações. Essas instâncias são formadas através de representações docentes designadas por cursos e colegiados acadêmicos, representações de profissionais técnico-administrativos e de discentes, em conformidade com as resoluções específicas que estabelecem cada uma delas.

Na Univasf, o ensino de graduação e de pós-graduação são organizados tendo os colegiados acadêmicos como instâncias de base, sobretudo para fins de gestão curricular e acadêmica. A cada curso de graduação ofertado corresponde um Colegiado Acadêmico de Graduação, constituído pelos docentes nele lotados e coordenado mediante representante escolhido internamente. Ainda, pertencem ao Colegiado as representações discentes do curso e os servidores técnico-administrativos nele lotados. Os Colegiados de Pós-Graduação, ao seu turno, têm semelhante papel na organização acadêmica-curricular dos cursos de pós-graduação stricto sensu e podem ser formados a partir de composição oriunda de docentes advindos de distintos colegiados de graduação, visto que apenas esse último configura órgão de lotação funcional docente. Os Colegiados de Pós-Graduação são coordenados mediante representante escolhido de forma semelhante aos colegiados de graduação e os representantes de ambos são membros do órgão decisório máximo da Universidade: o Conselho Universitário.

Eis, a seguir, a listagem dos Colegiados Acadêmicos de Graduação atualmente existentes na Univasf:

  • Colegiado de Administração
  • Colegiado de Antropologia
  • Colegiado de Arqueologia e Preservação Patrimonial
  • Colegiado de Artes Visuais
  • Colegiado de Ciências Biológicas
  • Colegiado de Ciências da Natureza - Senhor do Bonfim
  • Colegiado de Ciências da Natureza - São Raimundo Nonato
  • Colegiado de Ciências Sociais
  • Colegiado de Ciências Sociais - Licenciatura
  • Colegiado de Ecologia
  • Colegiado de Educação Física
  • Colegiado de Educação Física - Licenciatura
  • Colegiado de Enfermagem
  • Colegiado de Engenharia Agrícola e Ambiental
  • Colegiado de Engenharia Agronômica
  • Colegiado de Engenharia Civil
  • Colegiado de Engenharia da Computação
  • Colegiado de Engenharia de Produção
  • Colegiado de Engenharia Elétrica
  • Colegiado de Engenharia Mecânica
  • Colegiado de Farmácia
  • Colegiado de Geografia
  • Colegiado de Medicina
  • Colegiado de Medicina - Paulo Afonso
  • Colegiado de Medicina Veterinária
  • Colegiado de Psicologia
  • Colegiado de Zootecnia

Os Colegiados Acadêmicos de Pós-Graduação stricto sensu atualmente existentes, por sua vez, estão apresentados na listagem abaixo:

  • Colegiado de Mestrado Profissional em Matemática em Rede Nacional
  • Colegiado de Programa de Pós-Graduação em Ciências Veterinárias no Semiárido
  • Colegiado de Programa de Pós-Graduação em Educação Física
  • Colegiado de Programa de Pós-Graduação em Psicologia
  • Colegiado de Programa de Pós-Graduação em Recursos Naturais do Semiárido
  • Colegiado de Pós-Graduação em Agronomia - Produção Vegetal
  • Colegiado de Pós-Graduação em Ciência Animal
  • Colegiado de Pós-Graduação em Ciência dos Materiais
  • Colegiado de Pós-Graduação em Ciências da Saúde e Biológicas
  • Colegiado de Pós-Graduação em Engenharia Agrícola
  • Colegiado de Pós-Graduação em Ensino de Física
  • Colegiado de Pós-Graduação em Extensão Rural
  • Colegiado de Pós-Graduação em Administração Pública
  • Colegiado de Pós-Graduação em Dinâmicas de Desenvolvimento do Semiárido


Outros elementos da identidade institucional da Univasf

Algumas particularidades da Univasf, na operacionalização de suas atividades, merecem destaque nesta seção. Especificamente no campo do ensino de graduação, ressalta-se a presença dos Núcleos Temáticos, como componentes curriculares em todos os cursos ofertados. Os Núcleos são componentes multidisciplinares e de articulação teoria-prática, constituídos através de um projeto específico formulado por um conjunto de docentes de áreas de formação variadas, que toma como elemento central problemática específica e, a partir dela, propõe o desenvolvimento de atividades de ensino, pesquisa e extensão. Estabelecidos pelas normas de graduação da instituição e regulamentados em resolução específica (Resolução Nº 01/2014 – Câmara de Ensino), os Núcleos Temáticos contribuem para a flexibilização curricular. Através desse instrumento, permite-se a cada discente optar por cursar 120 horas, dentre as exigidas pelo programa de seu curso, em um Núcleo Temático de sua escolha, dentre os ofertados por qualquer curso da Universidade.

A exemplo da regulamentação dos Núcleos Temáticos, princípios de flexibilização curricular e de interdisciplinaridade têm sido pautas constantes na Câmara de Ensino. Neste sentido, um avanço consiste na reformulação das Normas Gerais de Funcionamento do Ensino de Graduação, conduzida por aquela Câmara e recentemente aprovada pelo CONUNI. Com tal reformulação, foi criado o chamado pré-requisito parcial entre disciplinas no ensino de graduação, visando dotar as matrizes curriculares de maior flexibilidade.

 Ainda em termos didático-pedagógicos, a Univasf tem realizado experiência diferenciada que consiste na associação entre a Pró-reitoria de Ensino, a Pró-reitoria de Assistência Estudantil e profissionais docentes, a fim de enfrentar os problemas ocasionados pelos elevados índices de reprovação discente em disciplinas específicas de áreas básicas do conhecimento. Denominada de Programa de Elaboração de Material Didático (PEMD), essa iniciativa tem mobilizado ações que mesclam tradicionais monitorias e formas de assistência estudantil para a produção de recursos didáticos que auxiliem estudantes ingressantes com dificuldades naquelas áreas básicas.

Juntamente com outras instituições públicas que ofertam ensino superior na sua região de atuação, a Univasf articulou um Fórum Local visando promover e coordenar ações conjuntas de cooperação interinstitucional, que possam ampliar as oportunidades acadêmicas para os discentes de ensino superior da região e potencializar o alcance social das referidas instituições participantes. Esse fórum contempla a Faculdade de Ciências Aplicadas e Sociais de Petrolina (FACAPE), o Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Sertão Pernambucano (IF Sertão-PE), a Universidade de Pernambuco (UPE), a Universidade do Estado da Bahia (UNEB), além da própria Univasf. Nessa lista, há organizações municipais, estaduais e federais e uma de suas principais ações compartilhadas tem sido o Programa de Mobilidade  Acadêmica. Através desse programa, oportunidades de estudo em disciplinas ofertadas pelas instituições conveniadas são disponibilizadas para o corpo discente do conjunto delas, regulamentadas através de editais específicos, conjuntamente lançados pelo grupo de instituições participantes.

 A Univasf também tem pautado sua atuação pelo princípio de cooperação com as políticas públicas nacionais, em especial no âmbito de sua implementação na região Semiárida. São exemplos desse posicionamento, a presença de projetos institucionais de relevante participação nas ações ambientais do Projeto de Integração das Bacias do Rio São Francisco (PISF) e a adesão da Universidade ao Programa Mais Médicos e à Ação de Expansão da Formação em Saúde. A primeira iniciativa, referente ao PISF, foi brevemente apresentada na parte inicial deste PDI. Quanto às duas últimas, cabe detalhar algumas informações.

Com a participação da Univasf no Programa Mais Médicos, a Univasf realiza tutoria para mais de 150 profissionais médicos atuantes nos municípios atendidos pelo programa, numa área de cobertura que abrange quase todo o Sertão pernambucano. Por sua vez, no contexto das Ações de Expansão da Formação em Medicina, a pactuação entre a Univasf e o Ministério da Educação possibilitou a implantação, no ano de 2014, de mais um curso de Medicina, este localizado no município de Paulo Afonso – BA. O curso oferta 40 vagas anuais e tem proposta curricular assentada na metodologia Problem Based Learning (PBL), também conhecida por Aprendizagem Baseada em Problemas (ABP), que se distingue da convencional forma de organização de currículos em grades disciplinares. Na ABP, equipes multidisciplinares de professores e alunos conduzem o processo de aprendizagem a partir da abordagem de problemas envolvendo temáticas específicas da área de formação. Cabe ainda ressaltar a ênfase do curso na Atenção Básica à Saúde e o fato de que, ainda em sua fase inicial de atividades, o campus Paulo Afonso aprovou, junto ao MEC, o Programa de Residência em Medicina de Família e Comunidade, iniciativa com enorme potencial para contribuir com a fixação de profissionais de saúde no município e reforçar a qualidade da formação no curso recém aberto.

Cada curso ofertado pela Univasf, em consonância com os parâmetros curriculares de cada área, dispõe sobre a relação teoria-prática do percurso de formação de seus discentes, através do Projeto Pedagógico do Curso (PPC). Uma importante ferramenta para essa articulação teoria-prática é o estágio curricular, para o qual a Universidade estabelece uma Coordenação de Estágios, junto à Pró-reitoria de Extensão (Proex), que conduz as atividades referentes a essa política. Os números apresentados no Quadro 03, abaixo, são representativos da abrangência da prática de estágios entre os discentes da Universidade.

Quadro 03: Evolução do número de estágios acompanhados pela Proex/Univasf

 

2010

2011

2012

2013

2014

2015

2016*

2017*

Nº de estágios

503

796

999

2.101

1.863

1.806

1390

64

*Número parcial, referente aos registros constantes até abril/2017. Fonte: organizado a partir de dados da Proex/Univasf 

Na trajetória recente da Univasf, ao longo de seu último estágio de desenvolvimento institucional, significativos recursos tecnológicos têm sido incorporados, em termos de mídias educativas. Esse processo se dá, especialmente, a partir da atuação da Secretaria de Educação à Distância (Sead) e da Rádio e TV Universitárias (RTV Caatinga).

Por meio da Sead, a oferta de educação à distância tem permitido a atuação da universidade em dezenas de municípios distribuídos pelos estados de atuação da Universidade, articulados através dos 38 pólos organizados por esta Secretaria, junto a prefeituras municipais da região. Também, os recursos e as atividades da EAD possibilitam interações com o ensino presencial, como a experimentação, por docentes, de tecnologias educativas ainda pouco usuais no ensino presencial. A SEaD/Univasf oferece, atualmente, 3 cursos de graduação (Bacharelado em Administração, Licenciatura em Ciências biológicas e Licenciatura em Pedagogia) e 3 de Pós-Graduação (Gestão pública, Gestão em Saúde, e Educação, Contemporaneidade e Novas Tecnologias). A Secretaria também oferece os cursos de Extensão (Espanhol Básico e Espanhol para Negócios na modalidade MOOC (Cursos massivos, online e abertos).

A WEBTV Caatinga surgiu em março de 2012 e em agosto deste mesmo ano realizou a primeira transmissão ao vivo. Enquanto uma plataforma digital educativa, a WEBTV Caatinga visa desconstruir os estereótipos atribuídos ao nordeste e principalmente aos territórios semiáridos, através de programas e reportagens, prestando serviços nas áreas de comunicação, radiodifusão, educação e cultura. São treze programas educativos com temáticas diversificadas, como ciência, saúde e meio ambiente. Por meio de parcerias e convênios, o site também realiza um intercâmbio de conteúdos com instituições de ensino e pesquisa, além de outras emissoras educativas.

Atualmente, a plataforma educativa tem parceria com a TV Brasil, NBR, Cultura, Futura e TV UFMA. A WEBTV Caatinga é uma difusora do ensino, da pesquisa e extensão universitária com conteúdos que contribuem para a autonomia e emancipação das pessoas, em especial do povo do Semiárido. Um espaço onde o sertanejo se aproxima de sua verdadeira realidade.


Univasf: Objetivos e Metas Estratégicas para a Nova Fase de Desenvolvimento Institucional

A seguir, estão apresentados, por temas estratégicos, os objetivos e metas institucionais que deverão balizar as ações da Univasf, no período 2016 – 2025. Ao todo, são oito temas estratégicos, os quais representam as principais dimensões da vida universitária: ensino de graduação e de pós-graduação; extensão, arte e cultura; pesquisa e inovação; assistência estudantil; gestão de pessoas; gestão da infraestrutura; gestão das tecnologias de informação e comunicação; e gestão da organização administrativa.

Se tomados conjuntamente, os objetivos e metas apresentados para os temas listados, uma vez alcançados, indicam significativa mudança na dinâmica da Universidade, alçando a instituição para uma configuração diferente, em termos quantitativos e qualitativos, ao final do seu próximo decênio de atividades.


→ Política de Ensino de Graduação e de Pós-Graduação

A última fase de desenvolvimento institucional da Univasf foi marcada pela ampliação de vagas no ensino de graduação e, especialmente, por uma significativa expansão do ensino de graduação e de pós-graduação, com a emergência de novas ofertas de cursos de mestrado, aprovados junto à Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal do Ensino Superior – Capes/MEC.

Ao mesmo tempo, o ensino na Univasf seguiu uma trajetória de consolidação dos padrões de qualidade, representada pela obtenção de conceitos elevados junto ao Sistema de Nacional de Avaliação da Educação Superior – Sinaes, conduzido pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira – INEP. Como mecanismo avaliativo da qualidade do ensino ofertados pelas Instituições de Ensino Superior (IES) brasileiras, o INEP calcula e disponibiliza periodicamente o Índice Geral de Cursos (IGC). Esse índice, que varia de zero a cinco, capta a influência da qualidade dos cursos de graduação (avaliados mediante o conceito de Conceito Preliminar de Curso – CPC, também variante de zero a cinco); a qualidade dos cursos de pós-graduação stricto sensu, conforme avaliação trienal da Capes/MEC; e a distribuição dos estudantes entre os dois níveis de ensino (graduação e pós-graduação).

No último IGC, publicado pelo INEP ao final do ano de 2014, a Univasf obteve conceito 4, um avanço considerável sobre o conceito anteriormente obtido na mesma avaliação (Conceito 3 , em 2012), demonstrando sua trajetória de progressiva melhoria do ensino ofertado. Cabe ressaltar que diversos cursos de graduação da instituição figuram entre os conceitos 4 ou 5, nas listagens dos CPCs do INEP.

A política de ensino da Univasf priorizará na preparação de recursos humanos qualificados para atender a intervir ativamente na sociedade no qual está inserida. Visa formar recursos humanos com visão inter e multidisciplinar com processo de ensino-aprendizagem de excelência, pautado nas habilidades e competências, por meio de técnicas e práticas pedagógicas diversificadas e inovadoras como práticas de campo e laboratórios, atividades de iniciação científica e tecnológica, extensão e fortalecimento no incentivo a participação de eventos científicos e culturais.

Para a política de ensino de graduação e de pós-graduação, a Univasf estabelece, no presente PDI, a primazia de alcançar os objetivos seguintes, no período 2016 - 2025: ampliação da oferta de ensino; aperfeiçoamento das interações entre graduação e pós-graduação; promoção de competências específicas para a docência entre os profissionais de ensino; aperfeiçoamento da política de estágios em sua relação com a educação básica; melhoria das condições de dedicação dos docentes às atividades acadêmicas; melhoria do processo de ensino aprendizagem e redução da evasão. Estabelecimento de políticas de interação com egressos e fortalecimento das políticas de acessibilidade educacional.

No quadro a seguir, esses objetivos são desdobrados em metas, as quais necessariamente incorporam menção a prazos e indicadores que possibilitem o monitoramento dessa política durante o período de desenvolvimento do PDI:

Quadro 04: Matriz estratégica de objetivos e metas – Ensino de Graduação e Pós-graduação

TEMA ESTRATÉGICO - ENSINO DE GRADUAÇÃO E PÓS-GRADUAÇÃO

 

Objetivo 1: Ampliar a oferta de cursos de graduação e de pós-graduação, nas modalidades presencial e à distância, que primem pelo estabelecimento de propostas pedagógicas com currículos flexíveis, alinhados às necessidades globais e aos contextos locais dos campi e das regiões em que estes se localizam.

 

Metas:

 

Expandir 10% anuais, pelos próximos 10 anos, a oferta de vagas no ensino de Graduação, nas modalidades presencial e à distância, respeitando as possíveis limitações da Proposta de Emenda Constitucional  55/2016;

 

Expandir possíveis 25% anuais, pelos próximos 10 anos, a oferta de vagas no ensino de Pós-graduação, na modalidades à distância;

 

Estimular e fomentar a produção docente para aumentar o número de pesquisadores credenciados em cursos de pós-graduação presencial, para assim expandir o números de discentes matriculados respeitando a relação orientador/orientando.

 

Realizar, no mínimo a cada três anos, um levantamento da demanda regional por cursos de graduação e de pós-graduação nos diversos campi, fazendo uso de audiências públicas e outras formas de consultas populares;

 

Aprovar, até 2018, junto às instâncias competentes, um documento de consolidação da política aperfeiçoamento curricular do ensino de Graduação e de Pós-Graduação.

 

 

Objetivo 2: Consolidar mecanismos de interação entre Graduação e Pós-graduação para o fortalecimento da qualidade do ensino de graduação.

 

Metas:

 

Atingir um mínimo de 30% dos estudantes de pós-graduação stricto sensu envolvidos, anualmente, em ações na Graduação, especialmente com estágio docência e formas específicas de tutoria;

 

Realizar evento acadêmico, a partir de 2017 e a cada ano, em que estudantes de Pós-Graduação stricto sensu ofertam oficinas e outras atividades de ensino-aprendizagem destinadas aos estudantes de graduação, em distintas áreas de conhecimento;

 

Lançar, a cada dois anos, edital interno de auxílio financeiro ao estudante de Pós-Graduação sem bolsa de mestrado ou doutorado, com vistas à execução de projetos acadêmicos junto aos discentes de graduação.

 

 

Objetivo 3: Promover o desenvolvimento de competências para a docência como meio de ampliação da qualidade da oferta do Ensino Superior.

 

Metas:

 

Aprovar, até o ano de 2018, um documento que estabeleça a política de desenvolvimento de competências docentes, especialmente em termos de formação pedagógica;

 

Abranger, em 10 anos, o mínimo de 90% do corpo docente como participante de programa de desenvolvimento de competências docentes;

 

Estabelecer, até 2018, um programa permanente de valorização de boas práticas de ensino-aprendizagem no Ensino Superior e de parcerias acadêmicas e intercâmbios com organizações nacionais e internacionais.

 

Aprovar, até o ano de 2019, um documento que estabeleça a política de incentivo à qualificação docente em programas de pós-graduação stricto sensu e de pós-doutorado e mediante a oferta local de cursos em diferentes áreas de conhecimento.

 

 

Objetivo 4: Aprimorar a prática do estágio enquanto campo de formação dos profissionais e a relação da Universidade com a Educação Básica.

 

Metas:

 

Iniciar, até o ano de 2017, um programa de reestruturação da política de estágio, com vistas à aperfeiçoamentos administrativos e à promoção de posturas mais investigativas do estagiário em seu campo de atuação, especialmente na formação de profissionais de Educação;

 

Implantar, em até cinco anos, Programa de Residência Pedagógica em todos os campi da Univasf que ofertem cursos de licenciatura;

 

Viabilizar, a partir do ano de 2017, um programa de valorização de iniciativas de ensino que visem à oferta de capacitação para os docentes da Educação Básica, em áreas específicas de conhecimento;

 

Estabelecer, até 2019, documento com diretrizes da política de promoção das condições de acesso do estudante de ensino médio à Universidade, especialmente aquele em situação de vulnerabilidade socioeconômica.

 

 

Objetivo 5: Proporcionar ao corpo docente condições de dedicação de maior tempo de trabalho às atividade acadêmicas ante às tarefas administrativas.

 

Metas:

Implantação, até o ano de 2019, de um sistema integrado de gestão on line, que reduza o número de procedimentos administrativos em processos diversos;

 

 

Objetivo 6: Aprimorar a política de melhoria do ensino-aprendizagem e de redução da evasão, fortalecendo os programas de apoio existentes e propiciando novas modalidades destes.

 

Metas:

 

Aprovar, até 2018, um documento contendo a política institucional de avaliação das formas de ingresso docente e de acompanhamento de egressos;

 

Garantir, em até cinco anos, que 100% da oferta de disciplina do ciclo básico dos cursos ofertados, com histórico de elevada reprovação, seja provido de monitoria acadêmica;

 

Garantir, em até oito anos, que 100% das disciplinas do ciclo básico dos cursos ofertados, com histórico de elevada reprovação, seja provido de material didático específico elaborado pelo Programa de Elaboração de Material Didático – PEMD/Univasf ou por iniciativa semelhante;

 

Estabelecer, até 2018, um programa de incentivo à implantação de novas modalidades de monitoria e buscar por meio de editais novos Programas de Educação pelo Trabalho - PET’s;

 

Estimular, nos próximos 10 anos, a participação de 100% dos cursos de licenciatura ofertados em iniciativas do Programa de Iniciação à Docência ou política similar;

 

Expandir o atendimento didático-pedagógico para discentes com necessidades educacionais especiais para contemplar no mínimo 2/3 da demanda levantada, nos próximos cinco anos, e no mínimo 90% dessa demanda nos cinco anos posteriores;

 

Ampliar, pelos próximos 10 anos e em no mínimo 15% anuais, os acervos bibliográficos físicos e virtuais destinados ao atendimento dos cursos ofertados;

 

Estabelecer, em no máximo 12 meses, um plano de expansão conjunta dos horários de funcionamento do Sistema Integrado de Bibliotecas, dos espaços para estudos dos discentes e laboratórios de informática, para o período desde Plano;

 

Garantir, em no máximo oito anos, que o percentual de docentes com titulação de mestrado ou doutorado, atuantes em cursos de pós-graduação lato sensu, seja de, no mínimo, 90%;

 

Garantir, em no mínimo quatro anos, adequação da formação acadêmica de 100% dos professores e tutores atuantes na Educação à Distância, em relação às áreas de conhecimento dos cursos em que atuam.

 

 

Objetivo 7: Incentivar a implementação de disciplinas voltadas aos princípios de  sustentabilidade ambiental nos cursos de graduação da Univasf.

 

Metas:

 

Implementar, nos próximos 10 anos, em 100% dos Projetos Pedagógicos dos Cursos da Univasf conteúdos voltados a sustentabilidade ambiental.

 

Implementar, nos próximos 10 anos, no mínimo um Núcleo Temático, por Campus, que aborde os problemas ambientais da Região Semiárida.

 

Fonte: organização própria


→ Políticas de Extensão, Arte e Cultura

As iniciativas desenvolvidas pela Univasf, no campo da Extensão, Arte e Cultura, representam o exercício de importante papel na dinamização de processos sociais de melhoria das condições de vida em comunidades socioeconomicamente vulneráveis, bem como no campo da promoção e valorização do patrimônio artístico e cultural da região.

Por meio de uma interação permanente com outros atores da região, especialmente aqueles da Sociedade Civil, a Univasf se faz presente junto a coletivos diversos, como os de agricultores familiares, de artistas e da juventude. Com os poderes públicos municipais, atuações como o Projeto de Desenvolvimento Territorial, por exemplo, permitem significativa articulação com cerca de 35 municípios da área de atuação da Univasf. Diversos acordos de cooperação técnica tem sido firmados, por ano, com outras organizações, demonstrando a capacidade da Universidade em participar ativamente de seu contexto socioeconômico.

Através do Programa Institucional de Bolsas de Extensão – Pibex, anualmente realizado, diversos docentes e estudantes (bolsistas e voluntários) engajam-se na realização de práticas extensionistas em diversos campos do conhecimento e junto a diversas realidades locais. Simultaneamente, a Univasf tem mantido participação permanente no Programa de Extensão Universitária – Proext/MEC, através da aprovação de projetos e programas submetidos por docentes da instituição aos editais do MEC, lançados pelo programa mencionado. Reunindo projetos do Pibex/Univasf e projetos e programas aprovados junto ao Proext/MEC, a listagem que segue apresenta as iniciativas desenvolvidas na Univasf ao longo do último triênio (Quadro 05).

Quadro 05: Iniciativas de extensão Universitária na Univasf 2013 - 2015

Iniciativas em 2013

Iniciativas em 2014

 

Iniciativas em 2015

 

 

  • Integrar: (Educação e Promoção da Saúde)
  • Sertão Agroecológico: Agroecologia e Educação Ambiental
  • Academia de Musculação Universitária
  • Ações de prevenção, diagnóstico e tratamento de Geohelmintoses
  • Capacitar para Preservar
  • Popularização da Química através do Teatro
  • Pró-Saúde/PET Saúde
  • Pibex Univasf: 40 projetos (ação junto à Diretoria de Extensão/Proex)

 

 

 

  • Tecnoquali
  • Escola Verde
  • Academia de Musculação Universitária
  • Software Público
  • Atenção Farmacêutica
  • Pró-Saúde/PET Saúde
  • Pibex Univasf: 40 projetos (ação junto à Diretoria de Extensão/Proex)
  • Programa Incluir

 

 

 

  • Sertão Agroecológico
  • Escola Verde
  • Parque do Tatu Bola do Semiárido Pernambucano
  • Vida Ativa
  • Saúde Ambiental e Humana
  • Pibex Univasf: 45 projetos (ação junto à Diretoria de Extensão/Proex)
  • Programa Incluir

 

 

Fonte: organizado a partir de dados da Propladi/Univasf

Para o período 2016-2025 o Plano de Desenvolvimento Institucional ora apresentado estabelece, para a área de extensão, arte e cultura, os seguintes objetivos prioritários: valorização do patrimônio cultural no Semiárido; maior exposição das artes e cultura; apoio à produção artístico-cultural na Universidade; ampliação do percentual de servidores e discentes envolvidos na extensão universitária; promoção de capacitações em extensão; favorecer o uso de Tecnologias da Informação e Comunicação no âmbito das ações extensionistas; e ampliação do diálogo entre universidade e demais atores sociais no âmbito dessas temáticas.

A exposição mais detalhada desses objetivos, acompanhados de suas respectivas metas, consta no Quadro 06, que segue:

Quadro 06: Matriz estratégica de objetivos e metas – extensão, arte e cultura

TEMA ESTRATÉGICO - EXTENSÃO, ARTE E CULTURA

 

Objetivo 1: Promover a valorização do patrimônio material e imaterial da região Semiárida.

 

Metas:

 

Estruturar, até 2020, um espaço permanente de exposição, formação e promoção cultural, destinado ao debate e registro sobre as técnicas e produções artísticas e culturais da região;

 

Promover, a partir de 2018 e com periodicidade bienal, plano de valorização do patrimônio ambiental e paisagístico de cidades onde há campi da Univasf.

 

 

Objetivo 2: Ampliar a atuação da Universidade na exposição de arte e na promoção cultural.

 

Metas:

 

Estabelecimento no calendário institucional, a partir de 2017, da Semana de Cultura e Arte da Univasf com uma edição a cada ano;

 

Promoção, a partir de 2018, de um calendário anual de eventos periódicos, com espaço para eventos esporádicos;

 

Provimento de estrutura de uma galeria de artes e de uma sala de projeções, em condições de funcionamento com excelência, até o ano de 2019;

 

Aprovação, até o ano de 2019, de um programa de atividades de promoção cultural e exposição de artes do Espaço de Arte, Ciência e Cultura.

 

 

 

Objetivo 3: Incentivar a produção artístico-cultural de discentes e servidores da Universidade.

 

Metas:

 

Instituir, até o ano de 2018, um programa permanente de valorização da produção artístico-cultural de discentes e servidores da Univasf.

 

 

Objetivo 4: Expandir o número de iniciativas de servidores e discentes em atividade extensionistas.

 

Metas:

 

Garantir, em cinco anos, que no mínimo 50% dos docentes participem ou apresentem participação recente em projetos extensionistas e que esse percentual seja ampliado para 75%, em 10 anos;

 

Duplicar, em 10 anos, o percentual de estudantes de graduação beneficiados com bolsas de apoio financeiro a projetos de extensão;

 

Aprovar, até o ano de 2019, um documento que estabeleça as diretrizes da Política de Extensão da Univasf.

 

 

 

Objetivo 5: Promover atividades de capacitação sobre a temática da Extensão Universitária para discentes e servidores.

 

Metas:

 

Designar a partir de 2018, pelo menos 10%,  da matriz curricular do curso de graduação para atividades extensionistas

 

Promover, a partir de 2018, um programa de capacitação continuada em Extensão Universitária destinado ao conjunto de servidores da Universidade;

 

Promover, a partir de 2017, um programa de capacitação continuada em Extensão Universitária, especialmente destinado aos integrantes da Câmara de Extensão.

 

 

Objetivo 6: Estimular o uso de Tecnologias de Informação e Comunicação (TICs) em experiências extensionistas e atividades artístico-culturais.

 

Metas:

 

Atingir, em cinco anos, que o percentual mínimo de 50% dos projetos extensionistas registrados façam uso de TICs em suas atividades junto ao público envolvido, com posterior expansão gradual desse percentual;

 

 

Objetivo 7: Ampliar a presença da Univasf em projetos, redes e parcerias com a sociedade civil organizada, movimentos, órgãos públicos e privados no campo da oferta de estágios, de ações extensionistas e da realização de projetos artístico-culturais;

 

Metas:

 

Instituir, em dois anos, um programa extensionista de oferta permanente de capacitação em desenvolvimento local, voltado para lideranças comunitárias

 

Instituir, em no máximo dois anos, um plano de inserção da Univasf em redes e parcerias considerados estratégicas para a sua atuação extensionista;

 

Promover uma avaliação, a cada dois anos, do plano de inserção da Univasf em redes e parcerias considerados estratégicas para a sua atuação extensionista;

 

 

Objetivo 8: Incentivar a implementação de projetos de extensão voltados aos princípios de  sustentabilidade ambiental.

 

Metas:

 

Incentivar, que nos próximos 10 anos, pelo menos 5% das iniciativas de extensão abordem a problemática da sustentabilidade ambiental no semiárido.

 

Fonte: organização própria

→ Políticas de Pesquisa e Inovação

A Univasf conta, atualmente, com 130 grupos de pesquisa cadastrados junto ao Diretório Nacional de Grupos de Pesquisa (DNGP) do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico – CNPq (ver Anexo). Esses grupos são formados por pesquisadores e discentes da Universidade, envolvendo temáticas nas mais diversas áreas do conhecimento. Na sua trajetória recente, a Univasf tem adotado mecanismos internos de promoção das atividades de pesquisa nos referidos grupos, através de apoio financeiro ou suporte material para o desenvolvimento de projetos de pesquisa. Ainda, a instituição tem se utilizado de editais internos para a concessão de apoios dessa natureza aos projetos de doutores recém titulados, buscando adicionalmente estimular a associação destes com outros pesquisadores, doutores ou mestres, inter-relacionando docentes, cursos, campi e grupos de pesquisa.

Por sua vez, o campo da inovação tem contado com um Núcleo de Inovação Tecnológica – NIT, o qual busca estimular o envolvimento dos pesquisadores da instituição em processos inovativos, com atenção especial para as atividades potencialmente desencadeadoras de geração de patentes.

Para o campo da pesquisa e inovação, os objetivos estratégicos expressos neste PDI primam pelo seguinte: promoção da multidisciplinaridade; desenvolvimento da vocação em pesquisa entre os discentes; estímulo à produção científica e tecnológica; adequação das condições institucionais em termos da relação entre pesquisa e comitês de ética; disseminação da produção técnico-científica da Universidade; e fortalecimento da relação com a sociedade e a economia loco-regional.

Considerando a Resolução Nº 3 de 14 de outubro de 2010 elaborada pelo Ministério da Educação, Conselho Nacional de Educação e pela Câmara de Educação Superior que estabelece o credenciamento e recredenciamento de universidades em seu  Art. 11. que as atuais universidades que não satisfaçam à exigência do inciso VI do art. 3º poderão ser recredenciadas, em caráter excepcional, condicionado à oferta regular de, pelo menos, 3 (três) cursos de mestrado e 1 (um) de doutorado até o ano de 2013 e de 4 (quatro) mestrados e 2 (dois) doutorados até o ano de 2016, reconhecidos pelo MEC.

Assim, a Univasf de (2013 a 2016) aplicou do seu recurso anual aproximadamente 1,2% da ação de funcionamento de Instituições Federais de Ensino Superior (Código 2032.20RK) e 27,1% da ação fomento às ações de graduação, pós-graduação, ensino e pesquisa (Código 2032.20GK) visando assim à verticalização do ensino de pós-graduação. As principais ações foram: recurso PROAP/Univasf em fomento as pós-graduações da Univasf; bolsas PIBIC e PIBITI as estudantes de graduação estimulando desenvolvimento de pesquisas na Univasf; editais internos específicos para aquisição de material permanente para projetos de pesquisa; aquisição de material de consumo por meio de Levantamento de Demandas Setoriais (Leds) das pós-graduações. 

O conjunto desses objetivos e das metas a eles associadas está exposto no terceiro quadro, apresentado adiante.

Quadro 07: Matriz estratégica de objetivos e metas – pesquisa e inovação

TEMA ESTRATÉGICO – PESQUISA E INOVAÇÃO

 

Objetivo 1: Promover a multidisciplinaridade na pesquisa, especialmente no âmbito da temática da Convivência com o Semiárido, integrando todos os campi da Universidade.

 

Metas:

 

Lançar editais temáticos de apoio à integração de pesquisadores e à infraestrutura de pesquisa em projetos multidisciplinares, ao número mínimo de um edital por biênio.

 

Estabelecer, para cada projeto apoiado, uma ou mais frentes de parceria com outros órgãos de pesquisa no Semiárido e no país.

 

Integrar a rede nacional de Ciência e Tecnologia, com, no mínimo, um projeto a cada biênio, participante da rede de INCTs ou iniciativas similares dos órgãos nacionais de apoio.

 

 

Objetivo 2: Consolidar a Iniciação Científica, na Graduação, como ferramenta para o despertar e desenvolvimento da vocação em pesquisa, estreitando laços com a pós-graduação, com a Inovação Tecnológica e com diferentes instituições de fomento (públicas e privadas).

Metas:

 

Duplicar, nos próximos 10 anos, o percentual de discentes de graduação em ensino presencial beneficiados com bolsas de iniciação científica ou tecnológica;

 

Atingir um mínimo de 30% dos estudantes de pós-graduação stricto sensu envolvidos em ações na Graduação e de fortalecimento da iniciação científica e tecnológica, especialmente com estágio docência e tutoria para a iniciação científica e tecnológica.

 

Estabelecer no mínimo um workshop anual para que o Núcleo de Inovação Tecnológica possa assessorar os projetos de iniciação científica e tecnológica na identificação de oportunidades de geração de patentes e para estímulo à inovação.

 

Aprovar, até 2017, junto às instâncias competentes, um documento que sintetize uma política aperfeiçoada de apoio à iniciação científica e tecnológica, especialmente em termos de destinação de recursos institucionais, de vinculação às atividades curriculares do ensino de graduação e de responsabilidades docentes visando o processo de empreendedorismo e sustentabilidade.

 

 

Objetivo 3: Fomentar a criação e o funcionamento de grupos de pesquisa enquanto mecanismo de estímulo à produção científica e tecnológica.

 

Metas:

 

Institucionalizar até 2017 uma porcentagem mínima anual dos recursos da Univasf provindos das ações (Código 2032.20RK) e (Código 2032.20GK) para a verticalização da pós graduação e o atendimento da Resolução Nº 3 de 14 de outubro de 2010 do MEC.     

 

Lançar, a cada biênio, no mínimo um edital interno específico de apoio a grupos de pesquisa, em termos de custeio de atividades e de infraestrutura;

 

Realizar um workshop, por ano, para a avaliação dos grupos de pesquisa, com participação obrigatória das lideranças dos grupos cadastrados e seus integrantes;

 

Reduzir para um máximo de 10%, em 10 anos, o número de grupos de pesquisa com alguma inconformidade em relação às recomendações do Diretório Geral de Grupos de Pesquisa do CNPq, isto é, considerados atípicos.

 

 

Objetivo 4: Dotar a pesquisa científica da Univasf de Comitês de Ética em consonância com as necessidades institucionais, tanto para as proposições de pesquisa com seres humanos quanto para aquelas com animais.

 

Metas:

 

Instituir, até 2018, um Comitê de Ética em Pesquisa específico para as atividades de pesquisa nas áreas de Ciências da Vida e da Saúde, de Ciências Humanas e de outras demandas relacionadas;

 

Destinar, em no máximo três anos, uma sala específica para cada Comitê de Ética, dotando-as de estrutura administrativa e material;

 

Estabelecer, nos próximos três anos, a aprovação de um documento que institua a política da Universidade para a promoção dos Comitês de Ética em Pesquisa, garantindo a efetiva representação de todos os colegiados acadêmicos e a interação destes comitês com a iniciação científica e o ensino de graduação e de pós-graduação.

 

 

Objetivo 5: Promover a disseminação da produção científica da Univasf.

 

Metas:

 

Implementar, nos próximos três anos, o Repositório Digital da Univasf, ferramenta de acesso aberto desenvolvida para o armazenamento, organização, colaboração e disseminação da produção científica da Universidade;

 

Ampliar, em no mínimo 25% a cada biênio, o número de periódicos da instituição feitos ou adaptados para internet;

 

Aprovar, junto à Editora Universitária, um documento contendo a política de apoio editorial à produção científica da Univasf;

 

Ampliar, em no mínimo 10% a cada ano, o número de artigos científicos da Universidade atendidos pelo serviço de apoio à tradução e pagamento de taxas de publicação em periódicos de alto impacto;

 

 

Objetivo 6: Fortalecer o papel da Univasf na economia e na sociedade, especialmente em termos loco-regionais, visando à produção de novos conhecimentos, a inovação tecnológica e ao desenvolvimento econômico e socioambiental.

 

Metas:

 

Aprovar em no máximo dois anos, junto às instâncias competentes, um documento que estabeleça a política de inovação e transferência de tecnologia, realçando o papel do Núcleo de Inovação Tecnológica, para atuação em Gestão da Propriedade Intelectual, em Ciência, Tecnologia e Inovação (CT&I) e a inserção da Univasf no Sistema Brasileiro de Tecnologia (SIBRATEC);

 

Implantar, em no máximo quatro anos, um Parque Tecnológico e de Incubação, que fortaleça a estruturação e vinculação de Empresas Juniores e de outros mecanismos de relação Universidade - Sociedade às vocações sociais, econômicas e ambientais da região semiárida.

 

Buscar anualmente parcerias junto aos governos (municipais e estaduais) visando a elaboração de editais de fomento na busca de soluções demandadas por estes setores.

 

Fonte: organização própria



→ Política de Assistência Estudantil

No âmbito do Programa Nacional de Assistência ao Estudante de Ensino Superior – PNAES, a política de Assistência Estudantil da Univasf tem o propósito de contribuir para que o estudante socioeconomicamente vulnerável tenha acesso ao ensino superior público, que nele possa permanecer e concluir seu curso de graduação, com qualidade.

Além das frentes de ação tradicionalmente desenvolvidas nessa política (como auxílio moradia, residências universitárias, auxílio alimentação e bolsas de permanência), a Univasf gerencia serviços de transporte urbano com vistas aos deslocamentos de discentes em cidades onde os cursos são ofertados e os serviços de fornecimento diário de alimentação, através dos Restaurantes Universitários localizados nos câmpus de maior dimensão do corpo discente: Petrolina Sede; Petrolina Centro de Ciências Agrárias; e Juazeiro. Entre as diversas modalidades dessa política, apenas no ano de 2015, um total de 3,3 mil estudantes foi contemplado com a concessão de pelo menos um tipo de benefício. Para um maior detalhamento das informações a esse respeito, ver, mais adiante, a seção específica sobre a atual configuração da política de apoio ao discente, na Univasf.

Por ora, será apresentado, a seguir, o conjunto de objetivos e metas considerados estratégicos para o alcance no período 2016 – 2021, no âmbito da assistência estudantil (Quadro 08).

Quadro 08: Matriz estratégica de objetivos e metas – assistência estudantil

TEMA ESTRATÉGICO: ASSISTÊNCIA ESTUDANTIL

 

Objetivo 1: Promover a ampliação quantitativa e melhoria contínua do Programa de Assistência Estudantil da Univasf.

 

 

Metas:

Garantir, em no máximo três anos, a oferta regular de 100% das ações/modalidades de assistência previstas no Programa de Assistência Estudantil da Univasf.;

 

Aprovar, em até dois anos, junto ao Conselho Universitário, uma resolução que estabeleça percentual do orçamento anual da Universidade (créditos extra Programa Nacional de Assistência Estudantil - PNAES) a ser destinado à política de assistência estudantil;

 

Em no máximo um ano, elaborar e implementar junto à comunidade acadêmica, especialmente junto aos discentes, uma campanha informativa e de sensibilização,  com natureza permanente em prol da maior participação e do maior controle social nas ações de Assistência Estudantil, fortalecendo seu caráter de direito social;

 

Estabelecer, em até dois anos, um subprograma com ações de atenção à saúde e psicossocial, bem-estar, qualidade de vida e lazer, através da mobilização de parcerias e articulações interinstitucionais.

 

 

Objetivo 2: Expandir, quantitativa e qualitativamente, os serviços dos Restaurantes Universitários e/ou de outras ações relacionadas ao acesso à alimentação.

 

 

Metas:

Aprovar, em no máximo um ano, junto à Câmara de Assistência Estudantil, uma programação para a implantação de Restaurantes Universitários nos campi ainda desprovidos destes equipamentos, em conformidade com o orçamento da Universidade e com as previsões de evolução do Programa Nacional de Assistência Estudantil;

 

Atingir 50%, nos próximos cinco anos, e 100%, nos cinco anos posteriores, como percentuais dos estudantes em situação de vulnerabilidade socioeconômica atendidos mediante subsídio total no preço das refeições ofertadas;

 

Garantir, em no máximo cinco anos, uma equipe especializada, por Restaurante Universitário, para monitoramento permanente das atividades destes equipamentos, especialmente em termos de acompanhamento aos requisitos nutricionais.

 

 

 

Objetivo 3: Ampliar o acesso dos discentes com vulnerabilidade socioeconômica ao benefício da Residência Universitária.

 

 

Metas:

Aprovar, em no máximo um ano, junto à Câmara de Assistência Estudantil, uma programação para a implantação de Residências Universitárias nos campi ainda desprovidos destes equipamentos, em conformidade com o orçamento da Universidade e com as previsões de evolução do Programa Nacional de Assistência Estudantil;

 

Atingir 25%, nos próximos cinco anos, e 50%, nos cinco anos posteriores, como percentuais dos estudantes em situação de vulnerabilidade socioeconômica atendidos mediante acesso a vagas em Residências Universitárias.

 

 

Objetivo 4:  Dotar o Programa de Assistência Estudantil da Univasf de um quadro multiprofissional de profissionais especializados que seja compatível com as necessidades da Universidade.

 

 

Metas:

Aprovar, em no máximo um ano, documento que estabeleça as diretrizes para a formação de equipes de profissionais da Assistência Estudantil na Universidade, em termos de perfis e quantidades;

Dispor, até 2017, de pelo menos um profissional do Serviço Social por campi, nos campi ainda não contemplados;

 

Garantir em 100%, em no máximo cinco anos, o atendimento às diretrizes para a formação de equipes de profissionais da Assistência Estudantil na Universidade, em termos de perfis e quantidades.

 

 

Objetivo 5: Ampliar, conforme as necessidades locais de cada campus, o acesso dos discentes aos serviços de transportes necessários aos deslocamentos diários para as atividades na Universidade.

 

Metas:

Ofertar serviço de transporte ou ação de auxílio financeiro para esta finalidade, atendendo, em no máximo dois anos, 100% dos estudantes em situação de vulnerabilidade socioeconômica em deslocamentos diários para os campi em localização desprovida de rotas de transporte coletivo público;

 

Fonte: organização própria



→ Políticas de Gestão

Para o eixo estratégico da Gestão Universitária, neste PDI, as discussões estão segmentadas em quatro eixos, os quais serão detalhados nas próximas subseções, a saber: gestão de pessoas; tecnologias de informação e comunicação; infraestrutura e organização administrativa.

Política de Gestão de Pessoas

No cumprimento da missão institucional da Universidade, seu quadro de pessoal assume um papel singular, visto que o desenvolvimento dos serviços ofertados à sociedade depende de uma complexa e dinâmica rede de interações, pela quais as equipes profissionais desempenham suas atividades laborais.

Nessa perspectiva, o tema Pessoas se reveste de centralidade no planejamento do desenvolvimento institucional. Além de tópicos mais vinculados às funcionalidades administrativas (planos de capacitações; avaliações de desempenho; normas e seleção; gestão por competências; dentre outros), questões como qualidade de vida no trabalho e outras correlacionadas têm  igual destaque. Assume-se, dessa forma, que um adequado cumprimento das atribuições institucionais da Universidade, como em qualquer organização, especialmente pública, não se dissocia do processo de desenvolvimento das pessoas que compõem essa organização.

Na Univasf, a Superintendência de Gestão de Pessoas (SGP) é o órgão executivo que coordena a Política de Pessoal. Além do atendimento às questões legais e normativas referentes aos 851 servidores públicos atualmente atuantes na Universidade, esse setor atua junto ao Subsistema Integrado de Atenção à Saúde do Servidor (SIASS). Ações nas áreas de perícia oficial em saúde, vigilância aos ambientes e processos de trabalho, promoção e acompanhamento da saúde dos servidores são desenvolvidas pelo SIASS, possibilitando atuação direta tanto na promoção do bem-estar individual e coletivo do ambiente organizacional.

Para a continuidade dos avanços nessa frente de ação, o quadro que segue expõe os objetivos estratégicos e metas associados à Gestão de Pessoas, vislumbrados para o período de abrangência do presente PDI (2016 – 2025).

Quadro 09: Matriz estratégica de objetivos e metas – pessoas

TEMA ESTRATÉGICO: PESSOAS

 

Objetivo 1: Promover a Qualidade de Vida no Trabalho, como um tema transversal, nos processos de trabalho administrativos e acadêmicos da Univasf.

 

Metas:

 

Implementar, até 2020, um programa permanente, em promoção da Qualidade de Vida no Trabalho.

 

Efetuar, até 2018, o levantamento dos dados epidemiológicos em saúde dos servidores;

 

Instituir, em até 12 meses, uma Comissão Interna de Saúde do Servidor Público – Cissp;

 

Dispor, em no máximo dois anos, de serviço de um relatório diagnóstico em qualidade de vida no trabalho na Univasf;

 

Aprovar, em até dois anos, um documento que estabeleça as diretrizes da Política de Promoção da Qualidade de Vida, no âmbito da Univasf;

 

Expandir em 10%, a cada triênio, a oferta de ações multiprofissionais em promoção da saúde do servidor;

 

Realizar, a partir de 2018, uma rodada anual de promoção de exames médicos periódicos para os servidores da Universidade;

 

Implementar, a partir de 2017, campanha de informação e formação sobre bem-estar no ambiente de trabalho, com edições anuais;

 

Manter, no período de vigência deste Plano, ao menos um evento anual de integração dos servidores, promovendo atividades esportivas, de lazer, artísticas e culturais;

 

Desenvolver, a partir de 2018, um programa permanente de atendimento ao servidor em prol da qualidade de vida na aposentadoria.

 

 

 

Objetivo 2: Aperfeiçoar a orientação dos processos de capacitação para o desenvolvimento do conjunto de conhecimentos, habilidades e atitudes necessárias ao alcance da missão institucional da Universidade.

 

 

Metas:

Aprovar, até o ano de 2017, um documento com o plano de implementação da gestão por competências no âmbito da Univasf;

 

Dispor, até o ano de 2019, de um relatório de mapeamento de competências organizacionais, setoriais e individuais na Univasf;

 

Promover, em no máximo cinco anos, um processo de reformulação dos processos de capacitação, com base nos relatórios de competências e na identificação dos “gaps” a serem eliminados;

 

Instituir, em no máximo seis anos, um processo de avaliação de desempenho do servidor, de forma alinhada com os requisitos da política de gestão por competências da Universidade;

 

Garantir, em no máximo oito anos, a execução de uma experiência piloto de lançamento de edital de concurso público subsidiado pela política de gestão por competências da Univasf.

 

 

Objetivo 3: Contribuir para o desenvolvimento contínuo dos servidores, proporcionando desempenho funcional mais eficiente e eficaz aos ambientes de trabalho da Universidade.

 

Metas:

A partir da ampliação das condições para a qualificação docente, elevar o percentual de professores com titulação mínima de mestrado, para 100,00%, no ano de 2025;

 

A partir da ampliação das condições para a qualificação docente, elevar o percentual de professores com titulação mínima de mestrado, para 73,80%, no ano de 2025;

 

Dispor, até o ano de 2017, de um relatório global com o levantamento unificado das necessidades de capacitação de servidores técnico-administrativos e de docentes;

 

Estabelecer, até o ano de 2018, um documento que regulamente a participação dos servidores em ações de capacitação ofertadas externamente à Universidade;

 

Implantar, a partir de 2018, uma metodologia de avaliação dos impactos das ações de capacitação efetivadas no Plano Anual de Capacitação – PAC;

 

Iniciar, a partir de 2020, programa de revisão quinquenal do Programa de Avaliação de Desempenho para a carreira dos servidores técnico-administrativos em educação.

 

 

 

Objetivo 4:  Estabelecer processo periódico de dimensionamento do quadro de pessoal da Universidade, em termos de quantidades necessárias de servidores e de perfis profissionais.

 

 

Metas:

Iniciar, em no máximo um ano, a execução de um programa permanente de dimensionamento global das necessidades de cargos nas carreiras do Magistério Federal e de Técnico Administrativo em Educação.

 

Fonte: organização própria


→ Política para Tecnologias de Informação e Comunicação

Especialmente numa instituição educacional, as Tecnologias de Informação e Comunicação são imprescindíveis para o desempenho funcional, tanto em termos do alcance de maior eficiência na lógica interna de desenvolvimento funcional, quanto em termos da qualidade dos processos de oferta de ensino e de produção do conhecimento. Tal caráter imprescindível das TICs decorre das implicações daquilo que se poderia chamar de sociedade informacional.

Em particular, as TICs na Univasf figuram como importantes instrumentos para a integração da Universidade, dado o caráter multicampus da instituição e da distribuição geográfica de seus câmpus. Assim, o recurso ao acesso à internet, redes de telefonia fixas e móveis, videoconferências, transmissão eletrônica de documentos, transmissão ao vivo de eventos via web, dentre muitos outros, ampliam a capacidade organizacional de integrar suas equipes em processos participativos essenciais para a vida universitária.

Esses recursos têm sido significativamente utilizados na Univasf, muito embora a configuração da instituição demande, além da necessária ampliação na qualidade dos serviços, como é o caso do acesso à internet, uma utilização ainda mais intensa desta e de outras ferramentas disponíveis. Destaca-se, nesse âmbito, a utilização que a Universidade tem feito de um sistema eletrônico próprio, que foi produzido e implementado no âmbito da gestão dos processos de compras institucionais. Através do referido sistema, denominado de Sistema Eletrônico de Levantamento de Demandas Setoriais, os diversos colegiados acadêmicos e setores administrativos fornecem senhas de acesso on line ao sistema, que possui bancos de dados dos itens licitados ou em licitação. Fazendo uso do orçamento distribuído anualmente, tais setores registram eletronicamente suas demandas por compras em períodos específicos de cada ano, contribuindo para ampliar a eficiência, a natureza participativa e a transparência dos procedimentos na área de gestão das compras públicas.

Na organização administrativa da Univasf, Secretaria de Tecnologia da Informação (STI) e Assessoria de Comunicação (Ascom) são os principais setores vinculados à Política de TICs. Além disso, contando com a representação de todos os segmentos da comunidade acadêmica, a instituição estabeleceu um Comitê Gestor de Tecnologia da Informação (CGTI).

Dois setores da Univasf atuam na área de Comunicação: a Assessoria de Comunicação Social (Ascom) e a Rádio e TV Caatinga, ambos vinculados à Reitoria. A Ascom conta com quatro servidores: uma jornalista, que atualmente coordena o setor, um administrador, uma relações públicas e uma assistente em administração. Também compõem a equipe três estagiários de Jornalismo e uma recepcionista terceirizada. A Ascom planeja e coordena as ações de comunicação institucional e gerencia as páginas oficiais da Univasf nas redes sociais.

Quadro 10: Matriz estratégica de objetivos e metas – da ASCOM

TEMA ESTRATÉGICO: GESTÃO UNIVERSITÁRIA – ASCOM

 

Objetivo 1: Definir e formalizar logotipo ou marca ou brasão e identidade visual da Univasf.

Metas:

 

  • Realizar estudo do logotipo adotado atualmente pela Univasf, por meio da formação de grupo de trabalho ou contratação de empresa de consultoria. O levantamento deverá incluir o estudo de suas características técnicas, utilização de cores e reconhecimento do logotipo pelos diversos públicos da Univasf até 2017;
  • Formalizar e regularizar o/a logotipo/marca/brasão da Univasf até 2018;
  • Elaborar um manual de identidade do/a logotipo/marca/brasão da Univasf até 2018.

 

Objetivo 2: Instituir a Política de Comunicação da Univasf

Metas:

  • ­­­­­­­­­­­­Criar uma comissão de trabalho para fazer um estudo da comunicação na Instituição e elaborar uma proposta de política de comunicação até 2018;
  • Apresentar às instâncias superiores o relatório contendo a proposta da Política de Comunicação da Universidade até 2019.

 

 

Objetivo 3: Regulamentar o papel e as atividades da Assessoria de Comunicação Social

 

 

Metas:

 

  • Elaborar o Regimento Interno do setor até 2017
  • Aprovar Resolução com o Regimento Interno da Assessoria de Comunicação Social (Ascom) até 2018

 

Objetivo 4: Criar um setor de Cerimonial e Eventos

 

Metas:

  • Instituir uma comissão para fazer um estudo sobre as normas de protocolo de cerimonial para a instituição até 2016;
  • Elaborar o regimento de cerimonial e protocolo da Univasf até 2017;
  • Ter a proposta de regimento aprovada no Conselho Superior até 2018;
  • Designar servidores para compor o quadro do setor de cerimonial e eventos até 2019.

 

Objetivo 5: Ampliar e fortalecer a divulgação de ações promovidas na Univsaf, com ênfase nas atividades de ensino, pesquisa e extensão.

 

Metas:

  • Equipar e adequar o espaço físico da Assessoria de Comunicação Social para a ampliação do número de servidores até 2018.
  • Receber novos equipamentos e softwares adequados à produção de comunicação na instituição até 2019;
  • Aumentar o quadro de servidores do setor, com a inserção de profissionais das áreas de design, jornalismo e relações públicas: dois jornalistas, um programador visual e um relações públicas para a Reitoria até 2020;
  • Criar um núcleo de comunicação em cada um dos campi afastados da Sede, com pelo menos um jornalista e um programador visual até 2025.

 


Quadro 11
: Matriz estratégica de objetivos e metas – da Rádio e TV Caatinga

TEMA ESTRATÉGICO: GESTÃO UNIVERSITÁRIA – Rádio e TV Caatinga

 

Objetivo 1: INFRAESTRUTURA DE PROJETOS

Metas:

 

Realizar articulação necessária no Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações para conseguir a concessão dos canais de Rádio e TV Universitária;

 

Estabelecer, em no máximo doze meses, para conseguir junto ao MCTIC a aprovação do projeto técnico da radio universitária e poder iniciar sua operação;

 

Elaborar, em no máximo seis meses, a programação inicial da webradio para difusão do ensino, pesquisa e extensão universitária;

 

Estabelecer, em no máximo doze meses, a articular junto ao MCTIC a viabilidade do canal de TV para Juazeiro ou Petrolina, seja na modalidade de canal educativo, canal da cidadania ou canal da educação;

 

Implementar, em no máximo doze meses, um sistema de IPTV com a programação da TV  Caatinga   acessível em todos os campi da Univasf;

 

Ampliar em 2018 a programação da TV Caatinga, com um telejornal semanal e novos programas voltados para difusão do ensino, pesquisa e extensão universitária;

 

Ampliar e estabelecer novas parcerias com emissoras para troca de conteúdos e coprodução;

 

Fazer levantamento de viabilidade técnica para levar o sinal da radio e TV universitária vai satélite para os municípios dos outros campi da Univasf.

 

Objetivo 2: INFRAESTRUTURA DE PESSOAL

Metas:

 

Ampliar o quadro de pessoal para atender as demandas da radio e TV universitária;

 

Em 2017:

Três novos postos terceirizados para as demandas operacionais do projeto da radio;

 

Em 2018:

Um posto terceirizado de motorista para atendimento prioritário as demandas da radio e TV universitária;

Dois estagiários para rádio universitária;

Criação da Diretoria de Jornalismo e Programação;

Um código de vaga de jornalista para radio.

 

Em 2019:

Três novos postos terceirizados para as demandas operacionais da radio e TV;

Um código de vaga de jornalista/repórter para TV.

 

Em 2020:

Dois novos postos terceirizados para as demandas operacionais da radio e TV.

 

Em 2021:

Dois novos postos terceirizados para as demandas operacionais da radio e TV;

Um código de vaga de técnico administrativo para TV;

Um código de vaga de técnico em informática para radio e TV.

 

 

Objetivo 3: INFRAESTRUTURA FISICA - EQUIPAMENTOS

 

 

Metas:

Adquiri e ampliar os equipamentos para atendimento das demandas da TV e instalação da Radio Universitária;

 

Contratação do serviço de suporte e atualização para o sistema de MAM em no máximo seis meses;

 

Realizar upgrade nas ilhas de edição atuais, em no máximo seis meses;

 

Realizar a aquisição dos equipamentos para o estúdio e gravadora da radio em no máximo doze meses;

 

Realizar a aquisição das câmeras para o estúdio da TV em no máximo doze meses;

 

Concluir em 2018 o projeto da Unidade Móvel da TV Caatinga, ampliando a possibilidade de transmissão ao vivo dos eventos dentro e fora da universidade. 

 

Ampliar a capacidade de armazenamento do servidor e storagem da TV em no máximo doze meses;

 

Aquisição em no máximo 24 meses, de um sistema de energia interruptor para os setores da radio e TV.

 

Com a obtenção da outorga do canal de radio, realizar aquisição dos equipamentos de transmissão, torres e antena;

 

Com a obtenção da outorga do canal de TV, realizar aquisição dos equipamentos de transmissão, torres, antena, controle mestre e central técnica;

 

Realizar aquisição para retransmissão via satélite da TV e radio nos municípios dos campi da Univasf.

 

 

 

Objetivo 4: INFRAESTRUTURA PREDIAL

 

Metas:

Desenvolver um projeto específico para emissoras de Rádio e TV, atendendo as demandas e normas técnicas para energia, lógica e audiovisual, além das necessidades de acessibilidade e sustentabilidade;

Construir um prédio próprio e adequado às necessidades da Rádio e a TV. A idéia é que as duas emissoras sejam sediadas num único lugar, que seja referência em infraestrutura no Brasil para as Rádios e TVs universitárias, além de ser uma construção sustentável e acessível.

 

 

Objetivo 5: FUNDAÇÃO RÁDIO E TV CAATINGA

 

Metas:

Criar uma Fundação para a captação de recursos e contratação de pessoal, considerando as especificidades de funcionamento de um veículo de comunicação e os altos custos de funcionamento e manutenção.

Ampliar a equipe em número de servidores e contratados via CLT, por meio da fundação.

Possibilitar a captar recursos externos para os projetos da TV e Rádio.

O CGTI, instituído pela Resolução Nº 06/2013 – Conuni, tem caráter deliberativo e objetiva o estabelecimento de políticas e diretrizes para a área de Tecnologia da Informação (TI) da Universidade, o que deve ocorrer em consonância com o PDI vigente. Isso contempla o alinhamento da área de ensino, pesquisa e extensão com a área de TI e a definição de normas para o uso dos recursos computacionais da Universidade. Para essa área, a matriz estratégica de objetivos e metas está disposta no Quadro 12, a seguir.

Quadro 12: Matriz estratégica de objetivos e metas – tecnologias da informação

TEMA ESTRATÉGICO: GESTÃO UNIVERSITÁRIA – TECNOLOGIAS DA INFORMAÇÃO

 

Objetivo 1: Aprimorar a adoção de soluções de TI nas atividades de ensino, pesquisa, extensão e gestão, auxiliando na consecução dos seus objetivos estratégicos e, em especial, nos processos de descentralização exigidos pela natureza multicampi da Universidade.

 

Metas:

 

Realizar, no âmbito das atividades administrativas, a substituição de todas as tecnologias proprietárias, possíveis de substituição por alternativas de software livre, em no máximo 36 meses;

 

Estabelecer, em no máximo dezoito meses, campanha permanente de divulgação de software livre e de incentivo a sua adoção nas diversas áreas e unidades acadêmicas e administrativas da Universidade;

 

Ofertar, permanentemente, a partir de 2017, um serviço de auxílio aos setores e atividades demandantes de soluções de TI, para a instalação ou implantação de sistemas transacionais ou gerenciais específicos, assim como ambientes computacionais e repositórios digitais;

 

Prover, em até dois anos, uma estrutura tecnológica para apoiar a realização de eventos de ensino, pesquisa, extensão e administrativos;

 

Dotar a Universidade de Sistema Integrado de Gestão (SIG), com ao menos 50% dos módulos implementados, em até dois anos, e implementação de 100% destes, em até 4 anos;

 

Ofertar capacitação para 100% dos integrantes da equipe de desenvolvimento e infraestrutura de TI, referente à utilização de todas as tecnologias que sustentam o framework do SIG, em até um ano;

 

Desenvolver e implementar, em até quatro anos, um portal institucional de interface entre os diversos setores que constituem a estrutura organizacional da Univasf e sua comunidade interna e externa, disponibilizando portais de conteúdo a 100% dos setores da Univasf que requeiram o recurso e em conformidade com a política de comunicação, universalização da informação e acessibilidade.

 

Objetivo 2: Promover a melhoria dos processos internos de TI, visando a melhoria dos resultados e racionalização de recursos de Tecnologia da Informação no âmbito da Univasf.

Metas:

 

Integrar 100% serviços internos e externos de TI, centralizando o acesso dos usuários aos novos serviços e sistemas legados tornando disponíveis para toda a comunidade acadêmica, assim como aos serviços oferecidos pela Rede Nacional de Ensino e Pesquisa - RNP e outros parceiros, em até 10 anos.

 

Criar, em até dois anos, uma comissão de profissionais de TI para auxiliar na especificação de requisitos técnicos necessários em contratações relacionadas a soluções de TI;

 

Criar, em até dois anos, uma comissão de profissionais de TI para auxiliar no desenvolvimento de projetos de infraestrutura física e lógica, relacionada a manutenções, reformas, ampliações e construção de novos espaços na Universidade;

 

Estabelecer e implementar um plano de alinhamento tecnológico da instituição, de revisão anual, para atualização das tecnologias em vigência ou pela adoção de tecnologias emergentes com respectiva difusão de conhecimento, para agregar valor aos processos de negócio, no período de 10 anos.

 

 

Objetivo 3: Promover, em todos os campi da Universidade, o aprimoramento dos serviços de acesso à Internet, de telefonia móvel e fixa e de suporte ao usuário, estabelecendo parcerias com outras instituições públicas para viabilizar infraestrutura necessária.

 

Metas:

 

Dotar 100% dos campi localizados fora do eixo Juazeiro – Petrolina de links de conexão com a Internet, cuja capacidade mínima seja 1 Gigabit, até o ano de 2025.

 

Instalar link de conexão com a Internet de pelo menos 40 Gbits, para os campi de Petrolina e Juazeiro, até o ano de 2025.

 

Implementar, em até  dois anos, serviço de telefonia voip, em 100% dos setores da Universidade;

Implementar, em até dois anos, a oferta de um serviço de helpdesk online e por telefone;

 

Disponibilizar, em até dois anos, o serviço de atendimento ao usuário durante o período noturno e nos campi de São Raimundo Nonato, Senhor do Bonfim e Paulo Afonso-BA;

 

 

 

Objetivo 4: Alinhar práticas e metodologias adotadas às orientações normativas governamentais e padrões nacionais e internacionais para melhoria de processos de TI.

 

Metas:

 

Elaborar e aprovar, em no máximo um ano, o Plano Diretor da Tecnologia da Informação (PDTI) da Univasf;

 

Realizar, a cada ano, uma revisão e avaliação do PDTI da Univasf;

 

Assegurar, em 10 anos, que 100% dos processos desempenhados no âmbito da Secretaria de Tecnologia da Informação estejam em conformidade com padrões de referência, como e-mag, e-ping, IN 04/14, ITIL, dentre outros.

 

 

Objetivo 5: Definir as políticas de uso e segurança para os serviços de TI disponibilizados para  a comunidade acadêmica.

Metas:

Elaborar e submeter para apreciação do Conuni, até 2017, um documento contendo as políticas de uso e segurança para todos os serviços de TI;

 

Constituir, em no máximo um ano, um Comitê Gestor de Segurança da Informação;

 

Garantir, anualmente, a realização de processo de auditoria para 100% dos incidentes de segurança da informação, nos termos a serem definidos pela política de segurança.

 

 

Objetivo 6:  Planejar o processo de expansão e atualização anual do parque computacional e da infraestrutura de data centers, de acordo com o crescimento da Universidade.

 

 

Metas:

Implementar, em até 24 meses, um ambiente de monitoramento que permita acompanhar anualmente o uso dos recursos computacionais e dos recursos de data centers, subsidiando a geração de bancos de dados com séries históricas referente a tal uso;

 

Realizar, em no máximo 24 meses, um estudo sobre o impacto do número de usuários e serviços de TI no consumo de recursos de data center (análise de capacidade total);

 

Estabelecer, em no máximo dois anos, um processo anual de análise da demanda por itens de TI e de planejamento para aquisição de itens de TI, em geral, e de infraestrutura de data Center, em especial.

 

 

Objetivo 7: Promover uma política de comunicação, que enfatize a melhoria dos processos e estruturas de comunicação intra e intersetorial, com estudantes e com o público externo à Universidade.

 

Metas:

Aprovar, junto às instâncias competentes e em no máximo um ano, uma resolução ou documento similar, que defina as diretrizes da política de comunicação da Univasf;

 

Desenvolver e aprovar, em até dois anos, um manual de comunicação institucional, regulamentando o uso dos meios de comunicação formais e informais da Univasf (site, email, blogs cartazes e espaço físico, redes sociais, dentre outros), bem como a utilização da marca da Univasf;

 

Implantar, em no máximo um ano, um Sistema de apoio à Comunicação Integrada, para a melhoria nos processos e estrutura da comunicação inter e intrasetorial;

 

Elaborar e implementar, em no máximo dois anos, um programa permanente de divulgação dos serviços ofertados pela Ouvidoria e pelo Sistema de Informação ao Cidadão (SIC);

 

Instituir, em no máximo três anos, um setor específico de suporte aos eventos institucionais, possibilitando a integração dos serviços de agendamento de espaços, desenvolvimento de materiais de divulgação, protocolo de eventos e cerimonial, dentre outros.

Fonte: organização própria


→ Política de Infraestrutura

Com 107,1 mil km² de área construída, contemplando 127 salas de aula, 224 laboratórios e        423 gabinetes docentes, além das áreas dedicadas aos setores de natureza administrativa, a Univasf tem , na Infraestrutura, outro importante componente de suas políticas de gestão. Na composição administrativa da Univasf, dois setores tem relação mais direta com essa política, a saber, a Assessoria de Infraestrutura e a Prefeitura Universitária.

O crescimento quantitativo das atividades da Universidade, anteriormente ressaltado, implica numa também crescente pressão sobre o uso de espaços físicos e maior demanda para a estruturação desses, em condições de atendimento às especificidades das ações desenvolvidas. Cada campus apresenta especificidades quanto à natureza das questões relacionadas a esta temática e, como se verá a seguir, o planejamento correspondente deverá contemplar essas particularidades. Exemplificam esse item, tomado globalmente, as demandas decorrentes das ações de pesquisa e pós-graduação, bem como aquelas relacionadas aos espaços de convivência da comunidade acadêmica e dos novos cursos de graduação. Como resultado, a instituição tem adotado procedimentos visando ao atendimento dessas necessidades, os quais, evidentemente, são também dependentes da capacidade orçamentária de investimentos na área.

Para a promoção de uma constante racionalização no uso da infraestrutura, a instituição tem estabelecido práticas como a constituição de uma Comissão Permanente de deliberações referentes às novas ocupações, adaptações e/ou adequações dos espaços físicos (Portaria nº. 638/2014). Também, através da Resolução N° 19/2014 – Conuni, a instituição normatizou a autorização de uso, cessão administrativa de uso e gestão dos aparelhos e espaços da Universidade, para promoção de eventos artísticos, científicos, culturais, esportivos, dentre outros.

Anualmente, novas construções tem sido finalizadas e incorporadas ao patrimônio imobiliário em uso na instituição. Simultaneamente, novas obras se encontram em andamento ou em etapa de projeção ou licitação. Aqui, destacam-se as atividades necessárias ao provimento da infraestrutura definitiva do Campus Paulo Afonso, o mais recente dentre os câmpus da Universidade e a complementação da infraestrutura dos demais, cujo provimento configura dentre as prioridades mais elevadas para os próximos anos.

Destaque-se ainda que, ao lado do crescimento quantitativo da infraestrutura disponível , há necessidade também de incrementos qualitativos no padrão de construções da Universidade, especialmente em termos de eficiência energética e acessibilidade. Experiência considerável, nesses quesitos, consiste no empreendimento de iniciativas sustentáveis em edificações, a exemplo do prédio do Núcleo de Estudos e Monitoramento Ambiental – NEMA, inaugurado em 2015, no Campus de Ciências Agrárias – CCA/Petrolina. O prédio foi planejado para possibilitar a entrada e a circulação de ventilação natural e uma maior proteção contra o sol forte da região durante os períodos mais quentes do dia. Com cerca de 1,0 mil m², este prédio foi construído de modo a atender as recomendações de sustentabilidade da Controladoria-Geral da União (CGU), para novas edificações do Governo Federal.

No NEMA, conforto térmico, paisagismo apropriado às condições físico-climáticas do Semiárido, eficiência energética e eficiência hídrica (o que inclui geração de energia a partir de placas fotovoltaicas e também captação de água da chuva) estão presentes, representando um importante projeto piloto para o planejamento de novas instalações da Universidade como um todo.

Seguindo essa trajetória, as questões relacionadas ao aprimoramento da dimensão física, aos aspectos de sustentabilidade e de acessibilidade estão no cerne dos objetivos e metas traçados, neste PDI, para os próximos 10 anos de Univasf, conforme apresenta o Quadro 13, inserido mais adiante.

Quadro 13: Matriz estratégica de objetivos e metas – infraestutura

TEMA ESTRATÉGICO: GESTÃO UNIVERSITÁRIA - INFRAESTRUTURA

 

Objetivo 1: Estabelecer o Plano Diretor Físico (PDF) da Universidade, como elemento central de planejamento, na área de infraestrutura.

 

 

Metas:

 

Criar, em no máximo 12 meses, o Plano Diretor Físico da Univasf, contemplando as diretrizes de expansão ou mudanças na infraestrutura necessária às atividades universitárias.

 

Realizar, a partir de 2017, uma metodologia trienal de atualização do Plano Diretor Físico, que levante as necessidades de investimento em infraestrutura, decorrentes das condições específicas e do processo de expansão em cada campus, seus colegiados acadêmicos e demais estruturas administrativas;

 

Finalizar, em no máximo três anos, 100% das obras que, ao início de 2016, se encontrem em andamento ou contratadas;

 

Adequar, até 2018, em cada um dos campi, o aspecto urbano às condições necessárias e/ou às demandas da comunidade acadêmica manifestadas no PDF, especialmente em termos de espaços para estacionamento e mobilidade;

 

 

Objetivo 2: Promover o caráter sustentável no processo de desenvolvimento físico da Universidade.

 

 

Metas:

Garantir, até o ano de 2019, dependências e instalações adequadas ao manejo e tratamento de resíduos químicos e laboratoriais em geral, atendendo em no mínimo 75% às diretrizes estabelecidas pela Comissão Gestora do Plano de Logística Sustentável RDC 306/2004 e para 7404/2010;

Garantir, até o ano de 2025, dependências e instalações adequadas ao manejo e tratamento de resíduos químicos e laboratoriais em geral, atendendo em no mínimo 90% às diretrizes estabelecidas pela Comissão Gestora do Plano de Logística Sustentável;

 

Dispor, até o ano de 2019, de no mínimo 50% dos processos de substituição dos sistemas de uso de energia elétrica e de abastecimento de água por sistemas mais eficientes, em conformidade com o Plano de Logística Sustentável;

 

Dispor, até o ano de 2025, de no mínimo 90% dos processos de substituição dos sistemas de uso de energia elétrica e de abastecimento de água por sistemas mais eficientes, em conformidade com o Plano de Logística Sustentável;

 

 

Objetivo 3: Promover a acessibilidade e a comunicação visual no processo de desenvolvimento físico da Universidade.

 

 

Metas:

Garantir, até o ano de 2020, o atendimento aos critérios de acessibilidade em 100% dos prédios e espaços internos dos campi da Univasf;

 

Aprovar e iniciar a implementação, até o ano de 2017, de um plano de investimentos em comunicação visual para orientar a mobilidade dos membros da comunidade entre as instalações prediais e dependências dos campi da Universidade;

 

Concluir, até o ano de 2019, o atendimento a 100% do plano de comunicação visual para orientar a mobilidade dos membros da comunidade entre as instalações prediais e dependências dos campi da Universidade;

 

 

Objetivo 4:  Ampliar a infraestrutura disponível para espaços de convivência e para a oferta de serviços no interior dos campi.

 

 

Metas:

Garantir, até o ano de 2020, a disponibilidade de espaços de convivência em cada uma das Residências Universitárias existentes;

 

Promover a reestruturação e/ou ampliação dos espaços de convivência, até 2019, em cada campus, atendendo em 100%, ao PDF, em relação a este item;

 

Estabelecer, até 2018, um plano que estabeleça as diretrizes para a oferta de serviços diversos no interior dos campi da Universidade, a exemplo de serviços bancários e de alimentação;

 

Instituir, até 2017, junto ao Sistema Integrado de Bibliotecas – Sibi, um plano de expansão das dependências do setor, com base no diagnóstico das necessidades de espaço físico para a ampliação do serviço prestado aos usuários;

 

Concluir no mínimo 50% dos investimentos, até 2020, referentes ao plano de expansão das dependências do Sibi;

 

Efetivar 100% dos investimentos, até 2023, referentes ao plano de expansão das dependências do Sibi;

 

 

Objetivo 5: Garantir a disponibilidade de instalações físicas nos campi, em sintonia com os processos de descentralização administrativa e de segurança e qualidade de vida no trabalho.

 

 

Metas:

Elaborar e implantar, até o ano de 2018, um plano de investimentos para a adequação e ampliação da estrutura de gestão da logística de materiais nos campi, especialmente em termos do recebimento, armazenamento e distribuição de insumos laboratoriais;

 

Garantir, até o ano de 2019, dependências e instalações adequadas aos critérios de segurança e de qualidade de vida no trabalho, atendendo em no mínimo 60% às diretrizes estabelecidas sob coordenação do Subsistema Integrado de Atenção à Saúde do Servidor - Siass;

 

Garantir, até o ano de 2025, dependências e instalações adequadas aos critérios de segurança e de qualidade de vida no trabalho, atendendo em 100% às diretrizes estabelecidas sob coordenação do Subsistema Integrado de Atenção à Saúde do Servidor – Siass.

 

Fonte: organização própria

→ Política de Internacionalização

Vale sem Fronteiras - VsF é o programa de ações de internacionalização da Univasf, sendo composto por dois sub-programas: Tutores sem Fronteiras – TsF, com ações de mobilização de estudantes egressos de (e ingressantes em) chamadas internacionais de intercâmbio acadêmico (genericamente denominadas programas de mobilidade estudantil internacional – MEI); Fostering Bridges - FsB (“Fomentando Pontes”, em tradução livre), com ações integradas ao sub-programa anterior, mas direcionadas a servidores docentes e TAEs que desenvolvam atividades em cooperação com parceiros estrangeiros, e que desejem institucionalizar as parcerias na forma de convênios e/ou acordos de cooperação internacional formalizados junto à Univasf.

As coordenações dos sub-programas, com arquivos, equipamentos e mobiliários correspondentes, estão abrigados no Bureau de Contatos Internacionais – BCI, no Campus Juazeiro. A coordenação geral do BCI é exercida pela Assessoria de Relações Internacionais – ARI, vinculada ao Gabinete da Reitoria, no Campus Sede. É atribuição da ARI auxiliar a elaboração e o estabelecimento de protocolos de ações de internacionalização das atividades de ensino, pesquisa e extensão da Univasf, bem como proceder ao registro de todas as ações e atividades institucionais internacionais, com o objetivo de criar e manter atualizadas as informações referentes às mesmas no âmbito desta IFES. As atividades de internacionalização atendem às diretrizes expressas no Vale sem Fronteiras, que foi lançado em 07 de dezembro de 2015 durante a XIX Reunião da Regional Nordeste da FAUBAI (Associação Brasileira para Educação Internacional), e que previa a implantação do BCI da Univasf (visite o sítio www.xixfaubainordeste.univasf.edu.br). As atividades de MEI são regulamentadas pela Resolução 04/2014-Conuni e pela Instrução Normativa 07/2014-Univasf, ficando de fora do âmbito destas as atividades de docentes e técnicos administrativos em educação – TAEs, porventura apoiadas diretamente por agências de fomento à pesquisa e à mobilidade acadêmica internacionais. As atividades de cooperação internacional previstas nos acordos constam nos instrumentos jurídicos individuais, correspondentes a cada convênio celebrado formalmente entre a Univasf e a instituição parceira.

O BCI atua em parceria com o Núcleo de Línguas - NucLi da Univasf, que por sua vez é fruto de uma ação direta do Governo Federal através do Programa Idiomas sem Fronteiras – IsF vinculado à SESu/ MEC. O NucLi-Univasf possui coordenação própria, independente da ARI, e desempenha papel fundamental na capacitação de estudantes de graduação e de pós-graduação, assim como de servidores, para exames de proficiência (a exemplo do TOEFL-ITP). Assim, contribui para a capacitação linguística e para a conscientização da comunidade quanto à importância do domínio de uma segunda língua, bem como do conhecimento de uma cultura estrangeira, como ferramentas essenciais de acesso a oportunidades de aprimoramento profissional e acadêmico, oferecidas pelas instituições conveniadas no exterior.

Atualmente, o NucLi da Univasf possui três professores: o coordenador, pertencente ao quadro docente efetivo da instituição; e dois bolsistas, contratados para lecionar nas aulas presenciais de Inglês. O NucLi também coordena um convênio com a Embaixada da França que permite a oferta de cursos presenciais de Francês, através de um Programa de Leitorado. A aplicação dos testes de proficiência TOEFL-ITP ocorre mediante contratação de servidores TAEs do quadro efetivo da Univasf, sob demanda. Desde de que a universidade se tornou núcleo aplicador de TOEFL, em 2013, já foram aplicados 1662 testes de proficiência em Língua Inglesa. O NucLi já ofertou 780 vagas em cursos presenciais de idiomas a servidores e estudantes da Univasf, desde o início de seu funcionamento em março de 2015.

Convênios Internacionais da Univasf

A Univasf mantém contatos e acordos formais de cooperação com 9 universidades, 2 “colleges” e uma embaixada estrangeira, e atualmente negocia a formalização com mais 10 universidades e 3 institutos de pesquisa. É uma das novas integrantes do Grupo Coimbra de Universidades Brasileiras (GCUB), formado por 77 Instituições de Ensino Superior (IES) associadas, de todas as regiões do Brasil. A adesão ao GCUB foi aprovada na IX Assembleia Geral da Associação, realizada na Università di Parma, na Itália, no último dia 28 de outubro de 2016. Ser membro do GCUB representa para a Univasf, entre outros aspectos, ter acesso a programas de internacionalização que envolvem países da América Latina, do Caribe e da União Europeia, além de contar com o apoio de patrocinadores, colaboradores e parceiros como órgãos governamentais, organizações internacionais e outras redes universitárias.

Os acordos de cooperação e convênios internacionais da Univasf estão classificados em três categorias:

ACORDOS VIGENTES (assinados)

  • State University of New York – Campus Oswego (EUA)
  • Universidade de La Rochelle (França)
  • Embaixada da França no Brasil (França)
  • Universidade de Bergen (Noruega)

ACORDOS EXPIRADOS (em processo de revisão para renovação)

  • Universidade de Washington – Campus Tacoma (EUA)
  • Albright College (EUA)
  • Lycèe D’Enseignement General Technologique et Professionnel Agricole Louis Pasteur - (França)
  • Universidade do Porto (Portugal)
  • Universidade de Lisboa (Portugal)
  • Universidade dos Açores (Portugal)
  • Universidade de Trás-os-Montes e Alto D’Ouro (Portugal)
  • Universidade de Évora (Portugal)

ACORDOS EMBRIONÁRIOS (em processo de construção)

  • Institut Deutsch als Fremdsprache (Alemanha)
  • Universidade Nacional de Rosário (Argentina)
  • Universitatsstrasse 15 (Áustria)
  • Universidade de Quebec à Chicoutimi (Canadá)
  • Universidade de Quebec à Trois Rivières (Canadá)
  • Universidad de Ciencias Medicas de Cienfuegos (Cuba)
  • Universidad Central Marta Abreu de Las Villas (Cuba)
  • Universidad de Cuenca (Equador)
  • Cirad - Centre de Coopération Internationale em Recherche Agronomique pour Le Développement (França)
  • Universidade de Toulouse (França)
  • Instituto Italiano di Paleontologia Umana (Itália)
  • Universidad Autónoma de Baja Califórnia (México)
  • Universidade do Algarve - Escola superior de educação e comunicação (Portugal)

É importante frisar que existem negociações ainda não formalizadas na ARI, que seguem na sua maioria por iniciativas próprias da Proex e de docentes/pesquisadores vinculados a programas de pós-graduação da Univasf. A longa lista revela que há muitos contatos registrados com instituições estrangeiras, mas a descontinuidade das negociações na maioria dos casos resultou no “engavetamento” de muitas destas iniciativas. Essa constatação reforça a afirmação da necessidade de criação de uma repartição especializada em relações internacionais (o BCI) para apoio à ARI no monitoramento de todas as ações desenvolvidas, em âmbito de cooperação internacional, por membros ou por órgãos da estrutura organizacional da Univasf.

Mobilidade Acadêmica Internacional

A mobilidade de docentes e TAEs ocorre regularmente, seja por ocasião de participações em congressos internacionais no exterior; seja por iniciativa própria e espontânea, como resultado de trabalhos desenvolvidos na Univasf; seja para participação em reuniões de trabalho em cooperações já existentes, normalmente oportunizadas pela participação em congressos em período concomitante. Na maioria das vezes não há financiamento dos projetos desenvolvidos em cooperação internacional, e como dito anteriormente, não há disponibilidade orçamentária para este fim. Por um motivo ou por outro, é necessária a abertura de um processo de afastamento mediante preenchimento de um formulário específico e anexação de papéis que justifiquem a motivação da viagem ao exterior. O processo tramita pela ARI e pela SGP antes da efetiva liberação do servidor dentro de um prazo típico de 30 dias.

A mobilidade dos discentes, por sua vez, ocorre através de programas de fomento à MEI externos à Univasf, a exemplo dos programas “Ciência sem Fronteiras” do Governo Federal, e dos programas do Erasmus Mundus, da Comissão Européia. Esses possuem orçamentos próprios e recebem inscrições de candidatos através de chamadas e editais públicos, via portais específicos na Internet. As inscrições de estudantes da Univasf, contudo, precisam ser homologadas no âmbito da ARI, que por sua vez impõe os critérios exigidos para credenciamento de seus intercambistas, pelo reconhecimento do mérito acadêmico do candidato, e de acordo com os interesses institucionais do programa de internacionalização universitária. É necessária a abertura de um processo de pedido de afastamento das atividades acadêmicas para MEI, mediante preenchimento do formulário de requerimento-geral na SIC do campus de origem do candidato, com anexação de documentação própria (cf. IN 07/2014 ARI - Univasf, de 13.10.2014). O processo tramita pelo colegiado acadêmico do curso do candidato na Univasf, que monitora e aprova o planejamento das atividades acadêmicas a serem desenvolvidas no exterior; e pela ARI, que providencia a manutenção do vínculo do intercambista, encaminhando à SRCA o pedido de matrícula deste em “mobilidade acadêmica internacional”, assim como a notificação de conformidade ao órgão competente da agência financiadora, que também costuma estabelecer os prazos para formalização do intercâmbio acadêmico.

Quadro 14: Matriz estratégica de objetivos e metas – Política de Internacionalização

TEMA ESTRATÉGICO: Política de Internacionalização

 

Objetivo 1: Divulgar as iniciativas de cooperação internacional aventadas pelos diversos atores locais, sejam estes membros da comunidade acadêmica da Univasf, agentes atuantes na identificação de demandas da sociedade da região do vale, cidadãos, empresários ou profissionais de perfil internacional, visando ampliar o acesso às potenciais oportunidades decorrentes de acordos estabelecidos internacionalmente.

 

 

Metas:

  • Realizar 6 palestras anuais de sensibilização para grupos de 50 pessoas, nos campi da Univasf, para apresentação das ações em prol da internacionalização das atividades de ensino, pesquisa e extensão;
  • Conceber e atualizar permanentemente 1 sítio eletrônico multilíngue (página na Internet) para apresentação aos internautas estrangeiros da infraestrutura oferecida pela universidade, dos projetos em andamento, das atividades acadêmicas de ensino, pesquisa e extensão, dos atrativos do entorno institucional e dos convênios com instituições de outros países;
    • Implantar anualmente 6 equipes para realização de 6 mini-workshops para divulgação de novos convênios-piloto com instituições estrangeiras.

 

Objetivo 2:  Produzir materiais em línguas estrangeiras (inicialmente, inglês, francês e espanhol) em formato audiovisual, impresso e/ou em mídia digital, para orientação e informação de estrangeiros.

 

 

 

Metas:

  • Conceber e gravar 30-40 minutos de vídeos institucionais de curta (2-3 min) e média duração (10 min) para apresentação aos internautas da infraestrutura oferecida pela universidade, dos projetos em andamento, das atividades acadêmicas de ensino, pesquisa e extensão, dos atrativos do entorno institucional e dos convênios com instituições de outros países;
  • Conceber e confeccionar 10.000 exemplares informativos impressos (entre cartazes, “folders” e panfletos) para distribuição aos visitantes e envio às instituições estrangeiras conveniadas e/ou visitadas por membros da comunidade acadêmica da Univasf.

 

 

 

Objetivo 3: Acolher, no momento da chegada ao vale, e direcionar a acomodações próprias os visitantes estrangeiros, suprindo-lhes de informações sobre deslocamento, horários de funcionamento dos órgãos públicos, telefones de emergência, localização de hospitais, farmácias e demais estabelecimentos essenciais para sua permanência confortável e segura.

 

 

Metas:

  • Acolher e acomodar 20 visitantes estrangeiros por ano, entre estudantes internacionais de intercâmbios e pesquisadores em convênios vigentes, professores ou técnicos estrangeiros em colaboração acadêmica ou técnica;
  • Elaborar 1 guia de procedimentos para recebimento e acolhida de visitantes estrangeiros.

 

 

Objetivo 4:  Capacitar a comunidade acadêmica da Univasf a interagir com membros das comunidades acadêmicas de institutos de pesquisa e universidades estrangeiras com as quais a Univasf mantenha acordos de cooperação e convênios.

 

 

Metas:

  • Aferir e atestar a proficiência em Línguas Estrangeiras de 100 membros da comunidade acadêmica da Univasf (entre estudantes e servidores) por ano, através da aplicação de testes TOEFL-ITP ou do cadastramento de falantes anglófonos, francófonos e espanófonos na Univasf;
  • Cadastrar 200 egressos de MEI por ano num banco de potenciais agentes nos processos de negociação de convênios e acordos de cooperação internacional;
  • Capacitar 100 egressos de MEI por ano para atuar efetivamente num programa de ações em prol da internacionalização da Univasf.

 

 

 

Objetivo 5:  Estimular a participação da comunidade acadêmica nos fóruns de discussão das políticas de internacionalização universitária, promovidos e organizados pela Univasf, e apoiados pelo governo federal por meio do MEC e do MRE.

 

 

 

Metas:

  • Realizar 1 workshop anual de internacionalização da Univasf e 1 encontro anual de egressos de MEI, para divulgação de resultados e de experiências vivenciadas no exterior entre os membros da comunidade acadêmica.

 

Fonte: organização da Assessoria de Relações Internacionais – ARI


→ Política de Organização Administrativa

A organização administrativa da Univasf é fortemente demandada pela comunidade acadêmica em termos de descentralização da estrutura gerencial, uma necessidade frequentemente tratada na instituição. Ainda que venham sendo realizados consideráveis processos de aproximação entre as instâncias administrativas e os órgãos e setores de base em que estão lotados os servidores em cada campus e aos quais os estudantes se vinculam, persistem significativos entraves a uma maior horizontalidade da dinâmica universitária.

 Em especial, é notável que os campus mais afastados da sede da Univasf requerem renovados mecanismos de interação com parte substancial da administração, esta última caracterizada pela aglutinação dos setores no campus Petrolina, no qual concentra-se o funcionamento da reitoria, suas assessorias, pró-reitorias, secretarias e outros diversos órgãos, como coordenações, câmaras e comissões. O atual dimensionamento do quadro de pessoal da Universidade e o contingente limitado de cargos de direção concedidos pelo Ministério da Educação representam empecilhos a uma reengenharia organizacional que direcione a estrutura para uma maior capilaridade gerencial em cada campus.

  A Univasf, todavia, tem intensificado as discussões referentes a um processo de reforma administrativa que amplie o aspecto horizontal na sua estrutura.            Nessa perspectiva, o Conuni estabeleceu no ano de 2013, por sugestão do Órgão da Reitoria, uma Comissão de Acompanhamento das Discussões sobre a Reforma Administrativa (Portarias nº 360/2013 e nº 04/2014). Os membros desta comissão conduziram uma avaliação da atual estrutura administrativa da Univasf e elaboraram uma proposta de reforma administrativa, cujo resultado foi apresentado ao Conselho Universitário, na forma de relatório que, atualmente, está na pauta do referido Conselho.

O crescimento da Univasf também tem trazido implicações sobre a relação entre a dimensão acadêmica e a dimensão administrativa da Universidade. O elevado volume de atribuições administrativas alocadas junto a equipes de profissionais que não crescem na velocidade requerida pela expansão das atividades da instituição tem requerido a adoção de instrumentos que possibilitem formas diferentes de gestão. Quanto a esse ponto, a Resolução Nº 01/2015, do Conselho Universitário, disciplina o relacionamento da Univasf com as Fundações de Apoio a Instituições Federais de Ensino Superior - IFES e demais Instituições Científicas e Tecnológicas – ICTs. Tal medida é resultante do diagnóstico de que gaps entre as necessidades de gestão de programas e projetos específicos e a dimensão das equipes administrativas internas de suporte podem comprometer o desenvolvimento de ações institucionais.

Em virtude da Resolução Nº 01/2015, convênios, contratos e outras formas de parceria, podem ser celebrados pela Univasf, por prazo determinado, com fundações destinadas a apoiar projetos de ensino, pesquisa, extensão, desenvolvimento institucional, científico e tecnológico e estímulo à inovação. Tais parcerias podem ocorrer, inclusive, no campo da gestão administrativa e financeira necessária à execução desses projetos.

Ainda nessa direção, projetos e unidades específicas, como é o caso do Espaço de Arte, Cultura e Ciência (EACC), pela natureza de suas atividades, têm demandado modelos de gestão mais flexíveis, adequados às suas peculiaridades.

Para os desafios referentes à organização administrativa, o Quadro 15, inserido na sequencia, exibe o agrupamento de objetivos e metas considerados estratégicos para o próximo decênio de desenvolvimento institucional da Univasf.

Quadro 15: Matriz estratégica de objetivos e metas – organização administrativa

TEMA ESTRATÉGICO: ORGANIZAÇÃO ADMINISTRATIVA

 

Objetivo 1: Avançar nos processos de descentralização gerenciais na Universidade, revisando seus processos administrativos e acadêmicos.

 

 

Metas:

Viabilizar, em no máximo quatro anos, um modelo de reorganização dos processos administrativos e acadêmicos na Universidade, que atenda em pelo menos 75% aos termos deliberados no âmbito do debate sobre reforma administrativa, conduzido pelo Conuni;

 

Viabilizar, em no máximo seis anos, um modelo de reorganização dos processos administrativos e acadêmicos na Universidade, que atenda em 100% aos termos deliberados no âmbito do debate sobre reforma administrativa, conduzido pelo Conuni;

 

Implantar, em até três anos e para cada um dos campi, estruturas administrativas que instrumentalizem em no mínimo 60% o processo de descentralização administrativa para a gestão dos campi, em consonância com o debate sobre reforma administrativa conduzido no âmbito do Conuni;

 

Implantar, em até cinco anos e para cada um dos campi, estruturas administrativas que instrumentalizem em 100% o processo de descentralização administrativa para a gestão dos campi, em consonância com o debate sobre reforma administrativa conduzido no âmbito do Conuni;

 

 

Objetivo 2: Aperfeiçoar a divisão de atribuições acadêmicas e administrativas entre setores da Universidade, promovendo a descentralização gerencial. 

 

 

Metas:

Promover, em no máximo um ano, um plano de revisão das atribuições setoriais das unidades administrativas da Universidade e, em especial, das coordenações de colegiados acadêmicos;

 

Instituir, em no máximo 18 meses, um documento contendo o Regimento Geral da Univasf;

 

Garantir que, em no máximo dois anos, 100% dos setores universitários possuam seus regimentos específicos, conforme estabeleça o Regimento Geral;

 

 

Objetivo 3: Adotar política de estímulo à interação da administração dos campi com os atores sociais das regiões nas quais se localizam.

 

 

Metas:

Aprovar, em no máximo dois anos, um documento que estabeleça as diretrizes para o processo de interação da administração dos campi com os atores sociais das regiões nas quais se localizam;

 

Definir, em no máximo três anos, uma metodologia para monitoramento permanente do processo de consolidação das atividades e da estrutura de cada campus;

 

Garantir a realização, ao menos uma vez a cada triênio, de uma avaliação do processo de consolidação das atividades e da estrutura de cada campus.

 

 

Objetivo 4:  Formalizar mecanismos de participação da comunidade acadêmica na gestão da Universidade, a partir das experiências desenvolvidas na instituição.

 

 

Metas:

Aprovar junto ao Conuni, em no máximo 18 meses, um documento que reúna as diretrizes para a participação da comunidade acadêmica na gestão universitária, formalizando os fóruns permanentes de discussão das categorias discente, docente e técnico-administrativa;

 

Estabelecer, em até três anos, uma resolução que trate do aprimoramento, consolidação e sistematização das ferramentas de distribuição orçamentária entre unidades administrativas da instituição.

Fonte: organização própria