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Artigo original: Análise do perfil de atletas de canoagem paralímpica com a resiliência e percepção de rendimento esportivo: uma perspectiva linear de redes Bayesianas
Produção acadêmica originada da dissertação de mestrado da ParacaNuense Juliana Rodrigues Ferreira Andrade
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publicado:
26/12/2024 14h00
última modificação:
18/08/2026 12h05
A canoagem paralímpica brasileira acaba de ganhar uma importante contribuição científica para a compreensão dos fatores psicológicos que influenciam o desempenho esportivo. O artigo “Análise do perfil de atletas de canoagem paralímpica com a resiliência e percepção de rendimento esportivo: uma perspectiva linear e de redes bayesianas”, publicado na Revista da Associação Brasileira de Atividade Motora Adaptada, investiga a relação entre resiliência, percepção de rendimento e resultados competitivos.
Assinado por Juliana Rodrigues Ferreira Andrade, Glacithane Lins da Cunha, Jeferson Carvalho Coelho de Gois, Renata Costa Silva, Pedro André da Silva Lins, Iaraildo Pereira de Carvalho e Leonardo Gasques Trevisan Costa, da Universidade Federal do Vale do São Francisco (Univasf), o estudo foi realizado com 40 atletas adultos com deficiência física-motora que participaram do Campeonato Brasileiro de Canoagem Paralímpica de 2023.
A pesquisa utilizou a Escala de Resiliência no Esporte e o Questionário de Percepção de Rendimento no Desporto, além de análises estatísticas lineares e de redes bayesianas. Do total de participantes, 22 eram medalhistas na competição nacional. Os resultados indicaram que os atletas medalhistas tendem a apresentar melhores níveis de percepção sobre o próprio rendimento e de resiliência, evidenciando a relevância dos aspectos psicológicos no contexto do alto desempenho.
Mais do que contribuir para o desempenho nas competições, a publicação chama atenção para a necessidade de compreender o atleta paralímpico em sua totalidade. A rotina de treinamentos intensos, a pressão por resultados e os desafios associados à deficiência podem produzir impactos físicos e emocionais que precisam ser considerados por treinadores, equipes multidisciplinares, clubes e instituições esportivas. Nesse sentido, o estudo reforça que o desenvolvimento do esporte paralímpico não depende apenas de estrutura física, equipamentos e preparação técnica. Ele também exige apoio psicológico, relações sociais de suporte e estratégias de treinamento que respeitem as características individuais de cada atleta.
Ao propor intervenções psicológicas direcionadas, o artigo oferece subsídios para que profissionais identifiquem necessidades específicas e desenvolvam ações voltadas ao fortalecimento da autoconfiança, da capacidade de enfrentar adversidades, da motivação e do bem-estar. Essas medidas podem favorecer não apenas melhores resultados esportivos, mas também maior autonomia, autoestima, permanência no esporte e qualidade de vida.
A pesquisa ainda contribui para ampliar a visibilidade da canoagem paralímpica e para enfrentar a histórica escassez de estudos sobre os componentes psicossociais de atletas com deficiência. Ao produzir conhecimento sobre essa população, o trabalho ajuda a combater estereótipos e reafirma o esporte como espaço de participação social, reconhecimento, pertencimento e transformação.
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