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ARQUEOLOGIA E PATRIMÔNIO - VOL 1: EXPERIÊNCIAS, MÉTODOS E TEORIAS

por Vanessa Linke Salvio última modificação 21/12/2020 10h42
É com imensa satisfação que, em um momento marcado pelas incertezas e dissabores trazidos pela pandemia mundial, temos a oportunidade de compartilhar com as e os colegas, e o público em geral, os resultados das discussões promovidas pelo 1o Simpósio de Arqueologia e Patrimônio do Laboratório de Preservação Patrimonial da Universidade Federal do Vale do São Francisco (SAPA). O evento foi lançando em um contexto no qual o ataque as Universidades Públicas, e à pesquisa acadêmica de modo geral, estavam em voga em nosso país. Assim, procuramos naquela oportunidade, justamente, nos contrapor a este cenário, buscando não apenas apresentar os trabalhos desenvolvidos pelo Laboratório de Preservação Patrimonial da Univasf, mas, sobretudo, convocar a todos e todas a debater os “desafios políticos, teóricos e metodológicos” enfrentados pela Arqueologia brasileira na contemporaneidade. Passado cerca de um ano, observamos que antigos e novos desafios instigam a continuidade de reflexões sobre a necessidade de promoção de um fazer científico que, além de estar subsidiado por um embasamento teórico e metodológico rigoroso, deve, necessariamente, estar pautado em relações éticas e democráticas. Esta é uma contenda que a Arqueologia tem encarado com seriedade nos últimos anos, demonstrando sua capacidade de contribuir com ações e debates para compreensão de múltiplas esferas da vida e sociabilidade dos grupos humanos; das relações estabelecidas com o meio ambiente e o patrimônio cultural; da formação e especificidades do nosso campo de pesquisa, entre outros. Assim, a série de livros que hora lançamos almeja publicizar as contribuições de pesquisadoras e pesquisadores, que nos agraciaram com sua participação no primeiro SAPA, para a consolidação de uma Arqueologia cada vez mais plural, ética e socialmente comprometida. Para tanto, neste primeiro volume foram reunidos trabalhos que, apesar de possuírem recortes temáticos muito distintos, se aproximam pela opção das autoras e autores em compartilhar suas experiências de pesquisa, dando especial enfoque aos recortes teóricos e procedimentos metodológicos empregados. Assim, somos convidados a conhecer exemplos de análises paisagísticas e paleoambientais de diferentes áreas do país; a apreciar as novas tentativas do emprego dos materiais arqueológicos (representados aqui pelo material cerâmico, lítico e registro rupestre) para problematizar questões associadas à identidade, gênero, transmissão cultural, entre outros. Portanto, os textos que compõe o presente volume revelam a pluralidade de caminhos possíveis no fazer arqueológico, demonstrando o caráter polissêmico de nossa disciplina.