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Projetos de Pesquisa

por admin publicado 26/06/2026 08h36, última modificação 26/06/2026 10h04

A cerâmica Tupiguarani no semiárido nordestino: processos de variabilidade, transmissão cultural e fronteiras entre a Chapada do Araripe e a Serra da Capivara

Vigência: 2022 - Atual

Coordenação: Alencar de Miranda Amaral

Resumo:  A proposta em tela visa promover o estudo comparativo de artefatos cerâmicos encontrados em sítios Tupiguarani de duas micro-regiões do semiárido nordestino (Chapada do Araripe e Serra da Capivara), buscando analisar e discutir, numa perspectiva diacrônica, processos e fenômenos vinculados a variabilidade artefatual, transmissão cultural e fronteiras tecno-sociais. Para tanto, lançaremos mão de um referencial teórico metodológico que possibilite tanto a caracterização tecno-morfológica e definição do perfil técnico dos acervos analisados, quanto análises estatísticas (análise de clusters, coeficientes de similaridade, seriação por frequência e ocorrência) que indiquem semelhanças e diferenças, rupturas e continuidades que se estabeleceram ao longo do tempo.

 

Patrimônio de quem e para que: inventário participativo do patrimônio cultural de São Raimundo Nonato - Pi.

Vigência: 2020 - Atual

Coordenação: Alencar de Miranda Amaral

Resumo: O presente projeto tem por objetivo promover um inventário participativo com vistas a engendrar reflexões sobre a formulação e valorização do patrimônio cultural no município de São Raimundo Nonato - PI. Deste modo, nosso interesse é realizar um inventário participativo dos bens patrimoniais do município que seja um instrumento para divulgação e valorização das identidades locais, bem como das narrativas e saberes tradicionais.

 

As Serras, Chapadas e Vales Entre os Rios São Francisco e Parnaíba: Arqueologia, Histórias, Memórias, Pessoas e Patrimônios

Vigência: 2019 - Atual

Coordenação: Gisele Daltrini Felice

Resumo: A região entre os rios São Francisco e Parnaíba, que engloba parte dos estados de Pernambuco, Bahia e Piauí, é uma área de clima atualmente semiárido onde existe grande concentração de sítios arqueológicos e uma importante diversidade de ambientes que têm permitido a ocupação da região desde períodos pleistocênicos, quando o clima era mais úmido em tempos pré-históricos, até uma ocupação recente nos dias atuais. Entre esta porção das bacias hidrográficas do São Francisco e Parnaíba a diversidade geológica, geomorfológica, paleoambiental, paleoclimática permite pesquisas no âmbito geoarqueológico e arqueológico que relacionem as dinâmicas ambientais às dinâmicas culturais ao longo do tempo, buscando através do estudo da cultura material dos diferentes grupos humanos, a significação dos espaços em lugares, objetivando contextualizar esta cultura material, conhecer as histórias da região, aprender sobre as comunidades do lugar, sobre suas memórias, enfocando de forma integrada e interdependente os patrimônios e as pessoas de todos os tempos.

 

PARQUES NACIONAIS SERRA DA CAPIVARA E SERRA DAS CONFUSÕES: REFERÊNCIAS ARQUEOLÓGICAS PARA A REGIÃO SUL/SUDESTE DO ESTADO DO PIAUÍ

Vigência: 2016 - Atual

Coordenação: Gisele Daltrini Felice

Resumo: Contextualizar ambientalmente, cronologicamente e culturalmente os vestígios da cultura material, encontrados nos diferentes sítios arqueológicos da região sul/sudeste do estado do Piauí, buscando traços culturais que auxiliem tanto no conhecimento da identidade dos diferentes grupos humanos que ocuparam o estado, quanto no conhecimento das diferentes formas de adaptação, utilização e transformação ambiental, realizadas pelos habitantes da região em diferentes períodos, além de obter dados e conhecimentos que possam oferecer subsídios para as atividades de educação e para as ações de conservação e Proteção do Patrimônio Cultural e Ambiental dos Parques Nacionais Serra da Capivara, Serra das Confusões e entorno.

 

SAMBAQUI CUBATÃO I: O PROCESSO DE FORMAÇÃO E AS TECNOLOGIAS APLICADAS AO TRABALHO COM MADEIRAS E ROCHAS

Vigência: 2025 - Atual

Coordenação: Gustavo Neves de Souza

Resumo: O tema global da proposta se refere aos sambaquis, em especial, o processoconstrutivo do Sambaqui Cubatão I, situado em Joinville, um dos municípios quemargeiam a Baía Babitonga, no norte de Santa Catarina. Os sambaquis são sítiosarqueológicos presentes na costa brasileira e foram construídos por pescadores quehabitavam esta região entre 8.000 e 1.000 anos antes do presente (AP). Na Babitonga,eles ocorrem entre 6.000 e 1.000 anos AP. O Sambaqui Cubatão I, datado entre 3.200e 2.300 anos AP, tem sofrido um severo processo erosivo de origem flúvio-marinho.Este tem exposto artefatos confeccionados com materiais vegetais (estacas e cordas),mantidos encharcados, devido à constante umidade em sua base. Estes materiais,junto com rochas e conchas, parecem compor uma estrutura relacionada ao processoconstrutivo do monte. Sobre esse processo, um estudo sobre a variação do nível domar indicou que, no período inicial da ocupação do sítio, aquele local era uma ilha cujaárea foi se ampliando conforme o nível do mar baixou. Outro aspecto relevante refere-se a sua morfologia, apresentada em três patamares de altura: um com 12 metros dealtura, outro com 3 metros e outro na cota zero. Em todos, estacas de madeira foramencontradas, possivelmente como elementos da fundação estrutural. De modoexcepcional, estas evidências confirmam que estes grupos da Baía Babitongaproduziram alguns dos mais antigos edifícios comunitários das terras baixas daAmérica do Sul.Os sambaquis se apresentam como montes intencionalmente construídos,especialmente com conchas de moluscos bivalves, encontrando-se ainda ossoshumanos e de animais, restos vegetais, artefatos e sedimentos variados. Chegando a40 metros de altura, estes sítios foram estudados por anos e têm variadasinterpretações: vistos inicialmente como grandes lixões pré-coloniais, hoje, osmaiores, são considerados cemitérios associados a locais de rituais fúnebres. É8dentro desta problemática que a proposta se insere. Qual seria a função do SambaquiCubatão I? Se funerária, onde estariam seus locais de habitação? Considerando apresença de materiais ímpares e a sua grave perda, em 2022 ocorreu uma pesquisafinanciada pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan)1, visandosalvaguardar informações por meio de croquis, fotografias de cortes e perfis e coletasdiversas.A proposta visa responder perguntas fundamentais e inovadoras para avançarno conhecimento desses monumentos e das sociedades que os construíram. Comoesse monte foi elaborado? Qual a função dessa construção e dos seus materiais?Como o Sambaqui Cubatão I se insere no contexto dos quase 200 sambaquis da BaíaBabitonga? E, considerando as evidências recentes em outras regiões das terrasbaixas da América do Sul (como a Amazônia), poderiam os sambaquis da Babitongarepresentar expressões de organizações públicas monumentais e proto-urbanas? Secomprovada, essa hipótese transformaria radicalmente a percepção científica dessessítios e marcaria a última fronteira da arqueologia costeira no litoral brasileiro. Emboraseja um dos sítios mais pesquisados, não houve ainda estudos enfrentandosistematicamente estas problemáticas para o conjunto da região da Baía Babitonga.Nesse sentido, esta pesquisa é totalmente inovadora e visa avançar nossasperspectivas sobre os sambaquis do Brasil.Uma das pesquisas anteriores no Sambaqui Cubatão I, focada na partesuperior do sítio, identificou uma área funerária e levantou a hipótese daquele localser um cemitério. No entanto, o estudo de 2022 nas porções média e baixa nãoidentificou área similar, colocando em dúvida a função original e o processo deconstrução do monte.

 

Arqueologia Funerária: Reconstituindo contextos a partir da Arqueotanatologia

Vigência: 2024 - Atual

Coordenação: Jaciara Andrade Silva

Resumo: Projeto de Pesquisa com o objetivo de estudar contextos funerários a partir dos remanescentes humanos, gestos materializados, artefatos e espaços.

 

Arqueologia da Morte: o desenvolvimento da cidade de São Raimundo Nonato/PI no Século XX através das ocupações cemiteriais

Vigência: 2021 - Atual

Coordenação: Jaciara Andrade Silva

Resumo: O presente projeto pretende abordar o processo de formação populacional da cidade de São Raimundo Nonato utilizando os cemitérios enquanto fontes portadoras de informações cronologicamente precisas. Os estudos sobre a morte ou ambientes mortuários/funerários, apresentam crescimento também na Arqueologia, sobretudo no século XXI. As áreas cemiteriais, entendidas enquanto a cidade dos mortos, abrigam restos mortais de pessoas e registram em suas lápides informações relativas as suas características específicas ou comportamento social.

 

Cartografia do Parque Nacional Serra da Capivara

Vigência: 2024 - Atual

Coordenação: Janaina Carla dos Santos

Resumo:  Projeto em desenvolvimento vinculado a estágio de pós-doutorado sob supervisão de Leandro Beser de Deus, do Programa de Pós- Graduação em Geografia da UERJ. Essa pesquisa visa a aquisição de conhecimentos e habilidades de conceitos, métodos e técnicas associados ao Geoprocessamento, especialmente as atividades vinculadas ao Sistema de Informação Geográfica no que diz respeito ao uso de dados de Sensoriamento Remoto para a produção de documentos cartográficos relacionados ao Parque Nacional Serra da Capivara.

 

Conhecimentos técnicos inscritos nas pedras: a ponta de Várzea Branca e as indústrias bifaciais no semiárido nordestino

Vigência: 2025 - Atual

Coordenação: Juliana de Resende Machado

 

Mapeamento Arqueológico do Município de São Braz do Piauí: Ciência, Tradição e Público

Vigência: 2017 - Atual

Coordenação: Leandro Elias Canaan Mageste

Resumo:  Com o presente projeto, temos por objetivo construir colaborativamente um conjunto de estratégias de investigação envolvendo o patrimônio arqueológico do município de São Braz do Piauí, em consonância com as provocações suscitadas pelo campo da Arqueologia Pública. Em termos práticos, buscaremos realizar o mapeamento e a caracterização dos sítios e ocorrências arqueológicas, bem como dos acervos patrimoniais constituídos pela população no decorrer dos anos. Nesse ponto, é importante destacar que tal exercício se conecta com movimentos reflexivos dedicados em entender as articulações possíveis entre ciência e saberes tradicionais, utilizando o patrimônio arqueológico como detonador reflexivo. Para o nosso caso especifico, isto significa estruturar a relevância do estudo não somente na sua capacidade de gerar novas hipóteses para Arqueologia Regional, no tocante ao entendimento dos diferentes processos que caracterizaram a ocupação humana no Sudeste do Piauí na longa duração; mas também nas possibilidades de evidenciar relações, significados e construções sociais que constituem o contexto dinâmico de inserção do registro arqueológico na contemporaneidade.

 

Musealização da Arqueologia no Estado do Piauí: Espaços, Coleções e Narrativas

Vigência: 2018 - Atual

Coordenação: Leandro Elias Canaan Mageste

Resumo:  No presente projeto, pretendemos mapear as coleções de cerâmicas arqueológicas situadas nos espaços museológicos do estado do Piauí. Nosso interesse com a empreitada será o de visualizar os processos de formação dos acervos, as estratégias de musealização e as narrativas de consagração conduzidas pelas instituições. Em termos práticos, por meio da adoção de um paradigma indiciário de investigação, realizaremos o levantamento e tratamento de documentação museológica e arqueológica; seguida por incursões de campo para o estudo de instituições e suas exposições. Ao final do trabalho, esperamos obter um diagnóstico que permita problematizar as práticas, representações e discursos que estruturam parte do patrimônio arqueológico musealizado no estado do Piauí.

 

Arqueologia de Passados e Presentes: Narrativas Materiais, Práticas Discursivas e Experiências Colaborativas

Vigência: 2019 - Atual

Coordenação: Leandro Elias Canaan Mageste

Resumo:  No presente projeto, buscaremos fomentar análises referentes aos processos de produção de conhecimento em Arqueologia, considerando a sua inserção em diferentes contextos históricos, sociais e políticos. Nessa empreitada, buscamos nos afastar de premissas universalizantes instauradas pelo projeto científico da Modernidade, nos alinhando com perspectivas que entendem a Arqueologia como forma de articular materialidade e tempo, podendo ser reconfigurada no âmbito de variados esquemas ontológicos e epistemológicos (CABRAL, 2014). Desse modo, para além dos discursos autorizados sobre o patrimônio e práticas conduzidas por profissionais arqueólogos, estaremos interessados nessa pesquisa em explicitar teorias, metodologias e experiências que emergem nos quadros de construção de representações sobre Arqueologias. Nesse movimento, pretendemos fundamentar uma Arqueologia Pública do Presente, que se constitui de forma transdisciplinar e atenta para as interfaces entre cultura material, memória, história e política. Para esse fim, no escopo da atuação do Laboratório de Preservação Patrimonial da Universidade Federal do Vale do São Francisco, transitaremos por uma diversidade de experiencias que serão instrumentalizadas na fundamentação deste percurso. Por um lado, nos atentaremos para casos de patrimonialização, projetos de ensino de arqueologia, formação de coleções, gestão de acervos e, finalmente, o desenvolvimento de abordagens colaborativas e engajamentos com movimentos sociais e luta anticolonial. Por outro lado, de forma transdisciplinar, emerge como relevante a necessidade de construção de metodologias e teorias adequadas para o estudo de contextos arqueológicos contemporâneos, principalmente aqueles relacionados com o poder, a construção de corpos e subjetividades, gêneros e sexualidades. Em consonância, esses esforços articulados permitirão diagnosticar múltiplas arqueologias, considerando as formas de produção e os efeitos de narrativas arqueológicas no mundo.

 

Zooarqueologia na Área Arqueológica Serra da Capivara.

Vigência: 2019 - Atual

Coordenação: Maria Fátima Ribeiro Barbosa

Resumo: O estudo das relações dos restos faunísticos (RF) com representantes de comunidades humanas pretéritas, encontrados em contexto arqueológico na área arqueológica Serra da Capivara,fornecem subsídios para a compreensão do comportamento humano e composição da fauna em tempos passados. O acervo de restos faunísticos do Laboratório de Vestígios Orgânicos da Fundação Museu do Homem Americano e do Laboratório de Bioarqueologia da Universidade Federal do Vale do São Francisco, bem como a coleção osteológica de referência da fauna regional, fornecem os ingredientes necessários para refazer cenários antigos que possibilitam avaliar a biodiversidade e o repertório do comportamento humano, como uso do animal na dieta, em rituais, etc. 

 

Espacialidades do Sertão: interfaces entre geotecnologias, arqueologia e cartografia histórica

Vigência: 2022 - Atual

Coordenação: Nívia Paula Dias de Assis

Resumo: Trata-se de um projeto que visa aplicar metodologias computacionais na análise da cartografia histórica e das áreas arqueológicas referentes à região de São Raimundo Nonato (PI). A partir da fotointerpretação de imagens satélite de alta resolução, bem como de levantamentos de campo por meio de aparelhos de posicionamento global e topográficos, almeja-se a compilação de dados espaciais sobre a área abordada. Tais informações serão cruzadas com outras obtidas a partir de pesquisa histórica, a ser realizada no Laboratório de Documentação e Pesquisa em História - UESPI/SRN. Com a junção desses dados será criado um banco de dados georreferenciados (SIG), que contemplará os seguintes elementos: topônimos regionais; informações referentes às lagoas, cursos de rios e outros pontos d?água; registros sobre vestígios arqueológicos de antigas estruturas construídas; dentre outros. A partir destes, serão então elaborados novos produtos cartográficos temáticos no Laboratório de Representação dos Espaços Arqueológicos (LABRESPARQ/ UNIVASF). Por fim, os conhecimentos espaciais e históricos das comunidades envolvidas nas atividades, sobre os usos e ocupações das áreas estudadas, serão destacados através de metodologias e sistematizações colaborativas. 

 

CONSERVAÇÃO E FRUIÇÃO DOS ACERVOS ARQUEOLÓGICOS DO LABORATÓRIO DE ARQUEOLOGIA PRÉ-HISTÓRICA DA UNIVASF (LAPHIS)

Vigência: 2025 - Atual

Coordenação: Rodrigo Lessa Costa

Resumo: A proposta visa, em primeiro lugar, melhorar as condições de preservação das coleções supramencionadas, adotando parâmetros de conservação preventiva, incluindo monitoramento ambiental, segurança, prevenção de incêndios e gestão de risco junto aos acervos do Laboratório de Arqueologia Pré-histórica (LAPHIS). Em segundo lugar, a proposta visa ainda possibilitar melhores condições de pesquisa e produção de conhecimento a partir da reorganização dos espaços existentes e das próprias coleções, propiciando espaços mais adequados e suporte para otimizar o processo de pesquisa e consulta aos acervos.

 

Patrimônio cultural no Nordeste Brasileiro: paisagem e materialidade

Vigência: 2022 - Atual

Coordenação: Rodrigo Lessa Costa

Resumo: Este projeto visa entender como os grupos pré-históricos se deslocavam e se adaptaram nos diversos cenários do nordeste brasileiro, e utilizando os múltiplos recursos, seja para produzir e armazenar sua alimentação, seja para marcar sua passagem, comunicando-se uns com os outros ou articulando-se em suas ontologias. 

 

Conservação e análise de acervos de artefatos de fibra

Vigência: 2019 - Atual

Coordenação: Rodrigo Lessa Costa

Resumo: Objetos diversos foram produzidos em fibras vegetais desde a pré-história, mas são apenas raramente encontrados nos contextos arqueológicos brasileiros, devido a razões sedimentológicas e climáticas. Esse projeto busca criar situações experimentais de deposição para tentar alcançar uma previsibilidade sobre quais contextos são mais adequados para o resgate dos vestígios de tais objetos. Adicionalmente busca-se criar estratégias de conservação preventiva ou interventiva que possam desacelerar a sua degradação pós-situ.

 

Materialidades em relação: Arqueologias do território Serra da Capivara e adjacências

Vigência: 2021 - Atual

Coordenação: Vanessa Linke

Resumo: Projeto tem por objetivo a compreensão das diversas materialidades que compõem o acervo patrimonial do território Serra da Capivara e adjacências. Busca identificar e compreender a cultura material em relação com a paisagem, os discursos, as memórias e afetos de pessoas em perspectivas das arqueologias da paisagem, do presente e coloborativas.

 

Histórias, Memórias, Seres e Coisas: biografia do Povoado Lagoa de Fora, São Raimundo Nonato

Vigência: 2020 - Atual

Coordenação: Vanessa Linke

Resumo: A comunidade de Lagoa de Fora, distante não mais de 4 km do Centro de São Raimundo Nonato, no limite da zona urbana, é historicamente ocupada pela família Negreiros a partir da ida de Serapião Negreiros para a região no último quartel do século XIX. Embora seja notável a presença e importância da família negreiros no processo de construção histórica de São Raimundo Nonato pouco se sabe, historiograficamente, sobre a história da família Negreiros na região e menos ainda sobre a ocupação do que hoje é conhecido como bairro rural de Lagoa de Fora. A historiografia ou dados históricos se referem a discursos oficiais e focados em personagens diretamente relacionados ao governo ou poder oficial. Desta maneira, histórias de famílias comuns de civis não são contempladas como relevantes nas constituições dos espaços públicos ou privados. Utilizando abordagens que perpassam a Arqueologia do Passado Contemporâneo, Arqueologia da Paisagem e a Arqueologia Pública, esta pesquisa tem por objetivo a construção de uma biografia da paisgem de Lagoa de Fora, considerando esta resultado das relações entre histórias, memórias, seres e coisas. Deste modo, as relações entre as pessoas, animais, plantas, solo, recursos hídricos, histórias construídas e narradas são aqui neste projeto principal foco de interesse. Através de métodos etnográficos e arqueológicos, pretende-se compreender os processos atuantes na conformação de uma paisagem tal como hoje observa e, como consequência, compreender um pouco das trajetórias de vidas de pessoas e lugares, sertanejos e sertões.

 

ARQUEOLOGIA HISTÓRICA E MEMÓRIA SOCIAL NA TRILHA DA JURUBEBA: A INVISIBILIDADE DE CONTEXTOS MATERIAIS E A POLIFONIA HISTÓRICA EM SÍTIOS CONTEMPORÂN E OS DO SÉCULO XX DA SERRA DA CAPIVARA PI.

Vigência: 2023 - Atual

Coordenação: Vivian Karla de Sena

Resumo: Os primeiros estudos das tocas de maniçobeiros para caracterizar abrigos ocupados durante osciclos da maniçoba, na localidade da Serra Branca, Sudeste do Piauí, privilegiaram a arquitetura,explicada como resultado de adaptações tecnológicas às imposições ambientais. Apresenta-se uma nova proposta na investigação das ocupações maniçobeiras da localidade Jurubeba, na Serra da Capivara, a partir de análise materialista histórica, da história oral e da crítica feminista. Pretende-se discutir, a partir de dados oriundos de pesquisas de prospecção e escavação de duas áreas identificadas no sítio Casa do Alexandre, como as contradições imersas em conceitos como habitação/abrigo e casa/unidade doméstica e suas atribuições cronológicas têm sido marcantes na definição do estudo arqueológico desses espaços e suas expressões materiais. O foco dessa investigação é como as relações de trabalho e gênero na produção de contextos imprevisíveis inseridos no modo de produção capitalista, estiveram imbricadas na construção de outras arquiteturas, de seus conjuntos materiais e da memória social de remanescentes desse contexto político. Utiliza-se das representações desses grupos sociais, descritos em fontes orais e materiais, a fim de construir interpretações arqueológicas éticas, menos monolíticas e normativas. O esforço investigativo aqui se dá com o objetivo de compreender como processos históricos, econômicos, políticos e religiosos atuaram nas trajetórias materiais de ocupações construídas por trabalhadoras e trabalhadores utilizados como mão de obra barata no contexto da formação do mercado de trabalho do estado do Piauí durante o século XX. Para tal, é importante informar, também, como processos migratórios locais e regionais foram marcantes na composição da força de trabalho aplicada à economia da borracha, e podem corroborar como evidências materiais de um sistema político, social e econômico que impulsionou, na prática, a ocupação dessa região, desmistificando, então, premissas que embasaram teorias, metodologias e ideologias das arqueologias do capitalismo.

 

Arqueologia Histórica no Sudeste do Piauí

Vigência: 2023 - Atual

Coordenação: Vivian Karla de Sena

Resumo: O projeto pretende investigar as expressões materiais de processos históricos e sociais que impulsionaram a ocupação contemporânea da porção Sudeste do Estado do Piauí.

 

O CONTEXTO MATERIAL DAS OCUPAÇÕES MANIÇOBEIRAS NA SERRA DA CAPIVARA-PI: uma análise arqueológica do ambiente, suas tecnologias e as relações de trabalho e de gênero.

Vigência: 2021 - Atual

Coordenação: Vivian Karla de Sena

Resumo: Os primeiros estudos das tocas de maniçobeiros da Área Arqueológica da Serra da Capivara-PI para caracterizar os abrigos ocupados durante os ciclos da extração do látex da maniçoba, se concentraram na localidade Serra Branca, e privilegiaram a arquitetura, explicada como resultado de adaptações tecnológicas às imposições ambientais. Apresentamos uma nova proposta de estudo para a investigação das ocupações maniçobeiras a partir do sítio Casa do Alexandre, na localidade Jurubeba. O objetivo das novas investigações arqueológicas é o de compreender, através de três eixos - estudos de ambiente, suas tecnologias e as relações de trabalho e gênero - as estratégias materiais de ocupação estabelecidas na construção do cotidiano de trabalhadores e trabalhadoras da maniçoba. No primeiro eixo, as pesquisas sobre ambiente serão realizadas a partir de estudos da paisagem buscando correlacionar a casa do Alexandre ao seu meio natural, a fim de conhecer a organização da paisagem que rodeia o sítio arqueológico, construindo inferências acerca das escolhas de locais e espaços específicos para serem ocupados. Para tal, utilizaremos diversas escalas buscando identificar os elementos de conexão entre os grupos humanos que habitaram a Casa do Alexandre e a paisagem. O segundo eixo será direcionado à pesquisa das tecnologias identificadas nesse contexto, que até o momento revelaram uma variedade de tipos de artefatos - louça, vidros, artefatos metálicos, tecido, papel, em borracha e de olaria (telhas) - que têm provocado uma reflexão sobre como narrar as histórias dos trabalhadores e trabalhadoras a partir de um olhar da tecnologia. Dentro desse panorama, tem-se o intuito de analisar e comparar, a partir da perspectiva da tecnologia (técnicas de produção, morfologia e motivos decorativos) a diversidade de formas de produzir, utilizar e descartar em contextos domésticos. No terceiro eixo pretendemos discutir como as contradições imersas em conceitos como habitação/abrigo e casa/unidade doméstica e suas atribuições cronológicas têm sido marcantes na definição do estudo arqueológico desses espaços e suas expressões materiais, com foco na investigação de como as relações de trabalho e gênero, estiveram imbricadas na construção de arquiteturas e conjuntos materiais nesse contexto.

 

Tecituras Colaborativas sobre seres, coisas e paisagens, uma abordagem da arqueologia do presente no Povoado de Lagoa de Fora

Vigência: 2022 - Atual

Coordenação: Waldimir Maia Leite Neto

Resumo: O Projeto Sítio Escola Terras de Caldeirãozinho vem sendo desenvolvido para atender as demandas do Curso de Arqueologia e Preservação Patrimonial da Universidade Federal do Vale do São Francisco- UNIVASF, o qual requer em seu Plano Didático Pedagógico disciplinas de prospecção e escavação em contextos coloniais e com temporalidades posteriores à invasão europeia. Ao mesmo tempo, busca compreender os processos de ocupação da região sudeste do piauí, bem como as materialidades correlatas.

 

Contextos Arqueológicos Piauienses: artefatos e estratigrafias

Vigência: 2021 - Atual

Coordenação: Waldimir Maia Leite Neto

Resumo: Os estudos arqueológicos no contexto piauiense têm proporcionado o acesso a um amplo conjunto de artefatos arqueológicos e espaços associados. A diversidade de contextos materiais do passado arqueológico nessa região remete desde a ocupações pré-coloniais quanto à contextos históricos. A dispersão dessas ocupações ao longo de todo o território piauiense se dá tanto no litoral como no interior, e atualmente em áreas urbanas e rurais. A partir de perspectivas regionais para o estudo arqueológico desses contextos e tecnologias associadas aos conjuntos artefatuais, pretende-se realizar mapeamentos, descrições e classificações desse patrimônio material a fim de construir ferramentas adequadas para o registro e futuras interpretações arqueológicas nesses espaços. Do ponto de vista conceitual e metodológico, aplicaremos ferramentas do registro de contextos estratigráficos e espaciais como: análise microestratigráfica e ambientais como os estudos de formações superficiais e paisagem, micromorfologia, sintaxe dos espaços e análise gama, matriz de harris, estudo de processos de formação de depósitos, prospecções sistemáticas de reconhecimento e análises laboratoriais.

 

Tecnologia Lítica: comportamento técnico, espacialidade no uso e significados do artefato lítico nos contextos arqueológicos do Nordeste Brasileiro

Vigência: 2021 - Atual

Coordenação: Waldimir Maia Leite Neto

Resumo: Tem como objetivo compreender o comportamento técnico por meio da análise do artefato lítico e a interação da tecnologia com os respectivos contextos ambientais, culturais, cronológicos e espaciais. Investigar como as técnicas são desenvolvidas levando em consideração as possibilidades ambientais (disponibilidade de tipos de matéria-prima e a forma como se apresentam) e as possibilidades do contexto cultural (tipos de ocupação, necessidades e objetivos culturais) na interação com o desenvolvimento artefatual lítico. A tecnologia lítica é vista dentro da perspectiva que leva em consideração a relação entre o homem contexto (ambiental e cultural) objeto. O projeto de pesquisa irá dar ênfase aos contextos arqueológicos evidenciados no Nordeste Brasileiro no primeiro momento, espera-se que seja possível construir um quadro de conhecimento sobre os comportamentos técnicos e seus respectivos contextos culturais, espaciais e cronológicos para subsidiar, futuramente, uma discussão comparativa com outros contextos arqueológicos do país.