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Univasf em Juazeiro reúne cerca de 270 participantes em simpósio sobre doenças determinadas socialmente
A Universidade Federal do Vale do São Francisco (Univasf), Campus Juazeiro, realizou, entre os dias 6 e 8 de agosto, a Semana de Ciência e Tecnologia para o Enfrentamento das Doenças Determinadas Socialmente, que reuniu o I Simpósio Brasileiro de Doenças Determinadas Socialmente e o III Simpósio de Doenças Infecciosas e Negligenciadas do Vale do São Francisco. O evento contou com cerca de 270 inscritos, entre pesquisadores, estudantes, profissionais de saúde, gestores públicos e representantes da sociedade civil.
A abertura oficial ocorreu na noite de 6 de agosto, com a presença do reitor da Univasf, professor Télio Nobre Leite, que declarou oficialmente abertos os dois simpósios. A mesa de honra contou também com representantes da universidade, do Ministério da Saúde, do Mestrado Profissional em Saúde da Família (PROFSAÚDE) e da Associação Brasileira de Saúde Coletiva (ABRASCO).
Entre os participantes da mesa estavam o pró-reitor de Pesquisa, Pós-graduação e Inovação adjunto da Univasf, professor Daniel Tenório; a coordenadora nacional do PROFSAÚDE, professora Carla Pacheco; o coordenador do Observatório de Análise Situacional de Saúde (OASIS) e presidente da comissão organizadora, professor Carlos Dornels Freire de Souza; o coordenador do Grupo de Pesquisa em Doenças Infecciosas e Negligenciadas (GPDIN) e vice-presidente da comissão organizadora, professor Rodrigo Feliciano do Carmo; o representante do Ministério da Saúde e do Programa Brasil Saudável, Alexandre Menezes; e a vice-presidente da ABRASCO, professora Carmem Leitão.
A cerimônia contou ainda com apresentação musical da violinista Sara Pereira, execução do Hino Nacional Brasileiro e pronunciamentos de representantes das instituições envolvidas na realização do encontro.
Ciência, território e justiça social
Com o tema “Saúde, território e justiça social: enfrentando as doenças determinadas socialmente no Brasil”, a programação buscou aproximar a produção científica dos desafios vivenciados nos territórios e das necessidades do Sistema Único de Saúde (SUS).
Nesta edição, os debates tiveram como foco hanseníase, leishmaniose visceral, tuberculose e arboviroses, além dos impactos da pandemia de Covid-19 sobre as ações de prevenção, vigilância, diagnóstico, tratamento e controle dessas doenças.
A proposta do encontro foi também ampliar a discussão sobre os fatores sociais, econômicos, ambientais e territoriais que influenciam o processo saúde-doença.
Para o professor Carlos Dornels, presidente da comissão organizadora, a realização do simpósio representa uma oportunidade de aproximar diferentes setores envolvidos na produção do conhecimento e na resposta aos problemas de saúde pública.
“Nosso objetivo é aproximar a ciência da realidade dos territórios, promovendo o diálogo entre pesquisadores, profissionais, gestores e sociedade. Esperamos que esse encontro fortaleça a produção de conhecimento e contribua para respostas mais efetivas e equitativas aos problemas de saúde pública”, destacou o professor Carlos Dornels.Integração entre universidade, serviços e políticas públicas
A Semana de Ciência e Tecnologia foi organizada pelo Observatório de Análise Situacional de Saúde (OASIS), pelo Grupo de Pesquisa em Doenças Infecciosas e Negligenciadas do Vale do São Francisco (GPDIN), pela Liga Acadêmica de Infectologia e pela Univasf.
A iniciativa também reforçou a importância da integração entre ensino, pesquisa, extensão e serviços de saúde, reunindo diferentes atores envolvidos na formulação e implementação de políticas públicas.
O evento contou com o apoio da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES), Fundação de Amparo à Ciência e Tecnologia do Estado de Pernambuco (FACEPE), Mestrado Profissional em Saúde da Família (PROFSAÚDE), Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e Ministério da Saúde.
Também apoiaram a realização do evento as empresas Petri Laboratório, Induslab, Analítica, 8-7-4 Entretenimento, Estrutura e Iluminação e Unimed Vale do São Francisco.
Homenagens
A cerimônia de abertura também contou com homenagens à professora Carla Pacheco Teixeira e ao professor Alberto Novaes Ramos Júnior, em reconhecimento às contribuições de ambos para a formação em saúde, a produção científica e o enfrentamento das doenças determinadas socialmente no Brasil.
Ciência e desenvolvimento sustentável
Além das discussões sobre doenças infecciosas e negligenciadas, a programação abordou temas relacionados a inovação, ciência, saúde, meio ambiente, educação, políticas públicas e inclusão social.
As atividades também foram orientadas pela perspectiva dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Agenda 2030, estimulando o diálogo entre diferentes áreas do conhecimento e a construção de estratégias voltadas ao desenvolvimento social, econômico e ambiental.
Ao reunir cerca de 270 participantes, o evento realizado no Campus Juazeiro da Univasf reforçou a importância da universidade como espaço de produção científica, formação profissional e debate sobre os problemas de saúde que afetam a população do Vale do São Francisco e de diferentes regiões do país.
A realização do I Simpósio Brasileiro de Doenças Determinadas Socialmente e do III Simpósio de Doenças Infecciosas e Negligenciadas do Vale do São Francisco fortalece uma agenda de discussão sobre enfermidades diretamente relacionadas às condições de vida e às desigualdades sociais e reafirma a necessidade de respostas articuladas entre ciência, serviços de saúde, políticas públicas e sociedade.

