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Ação de extensão leva testagem e prevenção a 200 pessoas privadas de liberdade no Conjunto Penal de Juazeiro

por publicado: 29/09/2026 18h53 última modificação: 29/09/2026 18h54

Uma ação de extensão universitária está levando prevenção e diagnóstico de doenças infecciosas às pessoas privadas de liberdade do Conjunto Penal de Juazeiro (BA). Às quintas-feiras, internos de Saúde Coletiva da Estácio IDOMED fazem os atendimentos na unidade. No último sábado (26), integrantes da Liga de Infectologia da Univasf reforçaram o trabalho num mutirão de saúde.

A iniciativa reúne a Liga de Infectologia, o Observatório de Análise Situacional em Saúde (OASIS), a Estácio IDOMED e o CTA/SAE de Juazeiro, em parceria com a equipe de saúde prisional. Ao todo, 200 pessoas já foram atendidas.

Todos os participantes fizeram testes rápidos para HIV, sífilis e hepatites B e C e receberam aconselhamento individual. Os resultados foram entregues de forma sigilosa. Quem precisou de avaliação foi encaminhado à equipe de saúde prisional para confirmação diagnóstica e acompanhamento.

A equipe também fez triagem de sintomas de tuberculose e hanseníase. Os casos suspeitos foram comunicados ao serviço de saúde da unidade para avaliação.

Antes de começar os atendimentos, todos os estudantes foram capacitados pelo sanitarista Adeilton Júnior, responsável técnico do CTA de Juazeiro, preceptor de Saúde Coletiva da Estácio IDOMED e doutorando em Ciências da Saúde e Biológicas pela Univasf.

A população prisional é mais vulnerável às doenças infecciosas por causa da superlotação, das condições sanitárias e das dificuldades de acesso aos serviços de saúde. A Política Nacional de Atenção Integral à Saúde das Pessoas Privadas de Liberdade (PNAISP) prevê a integração dessa população à rede do SUS.

"A ação aproxima a universidade dos serviços de saúde e contribui para a formação dos estudantes, que entram em contato com as necessidades reais de uma população pouco assistida", afirma Adeilton Júnior.

Para o presidente da Liga de Infectologia da Univasf, Arthur Ramalho, o projeto também transforma quem participa dele. "O cuidado com a população privada de liberdade é um dever de saúde pública com reflexos em toda a sociedade. Esse projeto tem um enorme poder de transformação porque entrega dignidade, escuta qualificada e atenção integral a pessoas historicamente invisibilizadas, ao mesmo tempo em que molda a nossa visão como futuros médicos para atuar de frente com as vulnerabilidades sociais", destaca.

ASCOM OASIS