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Aula inaugural abre programação do Mês das Consciências Negras na Univasf
A Universidade Federal do Vale do São Francisco (Univasf), por meio da Superintendência de Políticas Afirmativas, Antirracismo e Diversidade (SPAADI), abre no dia 23 de fevereiro a programação do XVI Mês das Consciências Negras (MCN) com aula inaugural ministrada por Alexandre Brasil, diretor de Programas da Secretaria de Educação do Ministério da Educação (MEC). A atividade será realizada no auditório da Biblioteca do Campus Sede, em Petrolina (PE), a partir das 14h, e marca o início das ações institucionais que serão desenvolvidas ao longo do ano.
As inscrições para participação são gratuitas e podem ser feitas on-line, por meio de formulário eletrônico. A programação do 1º cliclo do MCN terá continuidade nos dias 24 e 25, no mesmo horário e local da aula inaugural, com atividades voltadas à reflexão, ao diálogo e ao fortalecimento das ações antirracistas no âmbito da universidade e da sociedade. No dia 24, haverá cinedebate com o filme Malês, de Antonio Pitanga, com mediação do diretor superintendente da SPAADI, Nilton de Almeida. Já no dia 25 ocorrerá a palestra “Arte, Cotidiano e Imaginário Indígena: reflexões e proposições”, ministrada por Cláudia Truká.
Criado como espaço de formação, mobilização e debate, o MCN é uma iniciativa do Núcleo de Estudos Étnicos e Afro-Brasileiros Raoni Metuktire – Abdias do Nascimento – Ruth de Souza (Neafrar) que, há 16 anos, mobiliza a região do Vale do São Francisco em torno da agenda antirracista. A iniciativa passou a integrar oficialmente a estrutura da SPAADI, instituída na Univasf em novembro de 2025, a partir da incorporação da Coordenação de Políticas Afirmativas, Diversidade e Inclusão (CPADI) e do próprio Neafrar.
Segundo Nilton de Almeida, diretor superintendente da SPAADI, a proposta do Mês das Consciências Negras é ampliar as iniciativas internas e externas para além do tradicional Novembro Negro, fortalecendo políticas de promoção da igualdade racial e da diversidade na instituição e na região. Nesse sentido, ele destaca que a Superintendência irá incrementar um processo político-pedagógico já iniciado no Neafrar, chamado de “antirracismo institucional”.
Como parte dessa estratégia, Almeida enfatiza que é necessário tornar o debate contínuo. “É importante iniciar já em fevereiro para reforçar, junto à sociedade e às instituições educacionais, que a pauta antirracista, contemplando também povos indígenas, ciganos, quilombolas e a comunidade LGBTQIAPN+, precisa passar do extraordinário para o ordinário, ou seja, para o dia a dia, para o cotidiano”, afirma.
