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Calouros de Medicina Veterinária da Univasf iniciam curso com prática em agrofloresta

Estudantes participaram de uma atividade prática de plantio na área de agrofloresta no CRAD.
Estudantes do primeiro período do curso de Medicina Veterinária da Universidade Federal do Vale do São Francisco (Univasf) participaram de uma atividade prática de plantio na área de agrofloresta do Centro de Referência em Recuperação de Áreas Degradadas (CRAD), no Campus de Ciências Agrárias (CCA). A iniciativa marcou o início do período letivo 2026.1 e reforçou, junto aos ingressantes, o papel do CRAD como espaço de integração entre ensino e práticas ambientais.
Realizada no dia 12 de março, a ação ocorreu durante a aula de Metodologia da Pesquisa, ministrada pelo professor René Cordeiro, do Colegiado de Medicina Veterinária, e foi planejada em conjunto com o diretor do CRAD e docente do Colegiado de Ciências Biológicas, José Alves. Durante a atividade, os discentes foram orientados por Leonardo Feijó, engenheiro agrônomo e colaborador do CRAD.
![]() O professor René Cordeiro e estudantes durante a atividade prática. |
Os estudantes participaram do plantio de diversas espécies com funções ecológicas complementares. Entre elas, destacam-se a pitanga e a pinha, que contribuem para a alimentação da fauna local; espécies ornamentais como caraibeira, alamanda e ipê-roxo, que valorizam esteticamente o ambiente; além de espécies nativas como aroeira e umburana-de-cambão, importantes para a conservação da biodiversidade regional. Também foram cultivadas espécies como muquém, senna e outras leguminosas, que desempenham papel fundamental na fixação biológica de nitrogênio no solo, favorecendo o desenvolvimento das demais plantas. A atividade incluiu ainda o plantio de bromélias, utilizadas por sua capacidade de armazenar água, contribuindo para a resistência do sistema em períodos de estiagem.
Os plantios foram realizados em berços distribuídos estrategicamente próximos a árvores já consolidadas no campus, como o licuri e diferentes espécies de ipê, favorecendo o enriquecimento ecológico da área. Além das mudas, foi aplicada a técnica conhecida como “chuva de sementes”, com o uso de milho e feijão-guandu, espécies de crescimento rápido que auxiliam na cobertura do solo e na produção inicial.
“Esse tipo de vivência aproxima os alunos da realidade dos sistemas produtivos sustentáveis, além de estimular o olhar ecológico e a responsabilidade com o manejo adequado dos recursos naturais”, afirmou Feijó sobre a participação dos estudantes.
De acordo com o professor René Cordeiro, a iniciativa reforça a importância da integração entre teoria e prática desde os primeiros períodos da graduação. “Atividades como essa contribuem para a formação crítica dos estudantes, além de promover o envolvimento direto com ações voltadas à sustentabilidade e à melhoria das condições socioambientais do campus”, destacou o docente.
Sobre o CRAD - O Centro de Referência em Recuperação de Áreas Degradadas (CRAD) é um núcleo técnico-científico presente em diferentes universidades, voltado ao desenvolvimento de tecnologias, pesquisa, ensino e extensão para a restauração de ecossistemas degradados. Na Univasf, o CRAD está ativo desde 2006 e constitui um projeto multidisciplinar focado na recuperação da Caatinga e de matas ciliares do Rio São Francisco. A iniciativa integra ensino, pesquisa e extensão para combater a desertificação, desenvolver tecnologias de restauração e capacitar comunidades rurais na região semiárida. Outras atividades do CRAD podem ser acompanhadas em sua página no Instagram.
