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Encerramento do Projeto Rural Sustentável Caatinga reúne na Univasf parceiros nacionais e internacionais

publicado: 23/04/2024 17h14 última modificação: 23/04/2024 17h14

Evento apresentou ações realizadas e resultados alcançados pelo PRS Caatinga. 

A Universidade Federal do Vale do São Francisco (Univasf) sediou o evento de encerramento do Projeto Rural Sustentável Caatinga (PRS Caatinga), que reuniu representantes de todas as instituições nacionais e internacionais envolvidas na iniciativa. O encerramento aconteceu na manhã da última sexta-feira (19), no auditório do Espaço Plural (EP), em Juazeiro (BA). Durante o evento, foram apresentadas as ações desenvolvidas e os resultados obtidos pelo PRS Caatinga.

O reitor da Univasf, Telio Nobre Leite, e a vice-reitora, Lucia Marisy de Oliveira, estiveram presentes ao evento. Também participaram o representante do Ministério de Meio Ambiente, Alimentos e Assuntos Rurais (Defra) do Reino Unido, Liam McCann, gerente de Programas Programa Rural Sustentável, que participou do evento com uma comitiva do ministério; a adida Agrícola da Embaixada Britânica em Brasília, Tamanna Sidika; a diretora do Consulado Britânico no Recife, Larissa Bruscky; o representante do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), Luis Hernando Hintz; os diretores do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA), Alexandre Pires, do Departamento de Combate à Desertificação, e Bráulio Dias, do Departamento de Conservação e Uso Sustentável da Biodiversidade; e a diretora substituta de Desenvolvimento Territorial do Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA), Ana Luiza Pupe; o diretor do PRS Caatinga, Pedro Leitão; e o coordenador regional do projeto, Francisco Campello.

As atividades do evento de encerramento tiveram início com uma visita à unidade demonstrativa do projeto Sisteminha, um sistema integrado de produção alimentar. Guiados pelo professor René Cordeiro, coordenador do Sisteminha Espaço Plural, os participantes conheceram todas as fases do sistema, que associa a produção animal à produção vegetal. Em seguida, houve a mesa de abertura, com a participação dos representantes dos órgãos nacionais e internacionais envolvidos no PRS Caatinga. Também foram apresentadas as ações realizadas pelo projeto, seus números e estatísticas e cenários futuros.

O PRS Caatinga teve como objetivo central promover as tecnologias de baixa emissão de carbono no semiárido, com a implantação de técnicas direcionadas às atividades produtivas e arranjos produtivos locais. Foram desenvolvidas diversas ações em parceria com a Univasf, entre as quais o curso de “Tecnologias de Baixa Emissão de Carbono: fortalecendo a convivência com o Semiárido”, que teve início em março de 2021 e formou mais de 700 profissionais dos estados de Alagoas, Bahia, Pernambuco, Piauí e Sergipe.

A produção do conhecimento e a formação de profissionais para atuar na área de extensão rural com uso das Tecnologias Agrícolas de Baixa Emissão de Carbono (TecABC) foram alguns dos pontos destacados pelo diretor do PRS Caatinga, Pedro Leitão. “Todas as metas foram alcançadas, entre elas a meta de redução emissão de carbono e a redução no desmatamento no semiárido”, disse. Ele enfatizou a importância da parceria com a Univasf, o impacto da formação para os participantes do projeto e o legado de conhecimentos para a Universidade e todos os envolvidos nas ações do PRS Caatinga.

O representante do Defra, Liam McCann, que encerrou com a visita ao PRS Caatinga a missão de duas semanas no Brasil, onde também percorreu o PRS Cerrado e o PRS Amazônia, ressaltou a participação da Universidade nas ações como um diferencial do projeto. “Tivemos a oportunidade de ver os desafios específicos que a Caatinga enfrenta e conversar com as pessoas que participaram do projeto. Isso nos ajudou a entender o sucesso das ações, como o projeto mudou a vida delas e o quanto tem sido importante para a região”, afirmou. McCann destacou que o Reino Unido trabalha com a perspectiva de agricultura sustentável com base nas pessoas, natureza e clima. A participação da Universidade e o curso que foi ministrado, na visão dele, contribuem não só para a manutenção do conhecimento entre a população, mas como um incentivo à produção de novos conhecimentos em práticas agrícolas sustentáveis para a região.

Para a vice-reitora, Lucia Marisy de Oliveira, o PRS Caatinga deixou um importante legado para a Univasf e o semiárido, pois possibilitou, de maneira inovadora, a formação como extensionistas rurais de agricultores familiares, técnicos e, entre esses públicos, muitas mulheres. “O projeto trouxe contribuições fantásticas para melhorar a qualidade de vida da população do campo, sobretudo dos agricultores familiares mais fragilizados, que se formaram com uma visão muito clara de agricultura com emissão de baixo carbono para instituir novas tecnologias sociais nas suas propriedades e, a partir daí, garantir uma produção mais elevada, preservando o meio ambiente e trazendo também benefícios para sua saúde e para a saúde da terra”, disse a professora.

Ela destacou que diversos programas de pós-graduação da Univasf passaram a incluir disciplinas voltadas ao estudo da agricultura com emissão de baixo carbono. Lucia Marisy também anunciou a realização de uma turma especial do mestrado em Extensão Rural, com foco na agricultura de baixo carbono, em parceria com o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra). O edital de seleção será lançado em breve.

O reitor Telio Leite disse que as ações do PRS Caatinga contribuíram para a promoção do desenvolvimento regional de forma sustentável. Esta é também uma missão institucional da Univasf, que este ano completa duas décadas de atividades acadêmicas. “Nossa missão vai além da promoção do ensino, da pesquisa e da extensão. Nós temos desenvolvido muitos projetos exitosos ao longo desses 20 anos de atividades acadêmicas e queremos continuar atuando no sentido de ampliar e fortalecer parcerias que contribuam para promover o desenvolvimento sustentável da região onde a Univasf está inserida”, afirmou o reitor.

O PRS Caatinga é uma iniciativa financiada pelo Fundo Internacional para o Clima do Governo do Reino Unido, em cooperação com o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), tendo o Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA) como beneficiário institucional. A execução do projeto foi realizada pela Fundação Brasileira para o Desenvolvimento Sustentável (FBDS). Mais informações estão disponíveis no site do projeto.