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Grupo PET Saúde Digital da Univasf desenvolve chatbots para auxiliar profissionais da Atenção Primária à Saúde em Petrolina
A equipe do projeto apresentou os chatbots ao prefeito e aos gestores da secretaria de Saúde de Petrolina. /Foto: Arquivo do projeto.
Estudantes da Universidade Federal do Vale do São Francisco (Univasf) desenvolveram dois chatbots para auxiliar na otimização de demandas de profissionais da Atenção Primária à Saúde (APS) em Petrolina (PE). As ferramentas funcionam como assistentes virtuais via WhatsApp que ajudam na padronização de informações. O desenvolvimento das ferramentas aconteceu por meio do Programa de Educação pelo Trabalho para a Saúde: Informação e Saúde Digital (PET-Saúde/I&SD) do Ministério da Saúde, que na Univasf é realizado pela Pró-Reitoria de Ensino (Proen).
O projeto faz parte de um dos Grupos Tutoriais (GT) do Pet-Saúde, o GT 04, responsável pelo desenvolvimento de Formação em Ferramentas Digitais no SUS e Desenvolvimento de Chatbots. O grupo G4 da Univasf é composto por dez estudantes monitores dos cursos de Farmácia, Enfermagem e Engenharia da Computação, orientados pelos docentes Isabel Dielle Souza Lima Pio, do Colegiado de Farmácia, e João Sedraz, do Colegiado de Engenharia da Computação. Esse grupo tem como objetivo principal o desenvolvimento e implementação de soluções digitais acessíveis, como os chatbots e aplicativos, para melhorar a comunicação entre usuários e profissionais, promovendo maior agilidade, inclusão e resolutividade no cuidado em saúde.
Os chatbots desenvolvidos a partir desse trabalho são o Farmabot, assistente virtual da Farmácia da Família de Petrolina, e o Amália Informa, assistente da Unidade Básica de Saúde (UBS) Amália Granja de Alencar. Uma equipe de representantes do projeto, composta pela professora Isabel Dielle Pio, pela preceptora farmacêutica Maria Carolina Fernandes e pelos monitores Allyson Landin e Bruna Cajuhi, apresentou as ferramentas, recentemente, ao prefeito Simão Durando, ao secretário de Saúde, João Luís Barreto e a servidores da Prefeitura. “Essa reunião foi muito importante para apresentar todo o projeto Pet-Saúde Digital da Univasf e estabelecer encaminhamentos para desenvolvimentos de novas soluções para outras unidades”, observa a professora Isabel.
A ideia do projeto é padronizar informações e reduzir demandas dos trabalhadores da área da saúde relacionadas a atividades repetitivas, por meio do uso de assistentes de automação em conversas virtuais. Com este objetivo, os chatbots foram alimentados com dados para fornecer informações sobre: horários de funcionamento da unidade; serviços disponíveis na unidade, medicamentos que podem ser encontrados no SUS; documentações necessárias para acessar os serviços e cuidados especiais para realização de alguns procedimentos, como exames ou vacinas. As ferramentas estão em fase de testes pelos trabalhadores das unidades e em breve serão divulgadas para toda a população.
A professora Isabel relata que, desde setembro de 2025, o grupo tem se empenhado na realização de formação dos estudantes para o desenvolvimento dos chatbots. Entre as ações, destaca-se uma imersão na UBS Amália Granja de Alencar e na Farmácia da Família, para entender quais eram as principais reclamações dos profissionais que trabalham nesses espaços. Com base nas vivências nos serviços e com o contato com os trabalhadores, foi possível realizar o levantamento das informações.
Segundo a professora, a assistência automática libera tempo e energia dos trabalhadores para que possam focar em questões mais críticas relacionadas à família, ao usuário e ao próprio autogerenciamento e educação continuada. “Poderão se dedicar à execução de trabalhos mais especializados, focados no usuário e centrados na pessoa”, comenta a docente. Atualmente, o grupo já está trabalhando no desenvolvimento de outros chatbots que serão utilizados pelas equipes de outras três UBSs de Petrolina.
