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Termo desenvolvido na Univasf é registrado pela primeira vez no vocabulário dos Descritores em Ciências da Saúde da OPAS/OMS

publicado: 12/03/2026 10h27 última modificação: 12/03/2026 10h27

As Práticas Profissionais Inclusivas estão em consolidação na Universidade Federal do Vale do São Francisco (Univasf) desde 2021, quando esse termo desenvolvido pelo Núcleo de Acessibilidade e Inclusão (NAI) se tornou um programa institucional, cujo propósito é atuar na formação dos estudantes preparando-os para atuar profissionalmente junto a pessoas com ou sem deficiência. A proposta, inédita no Brasil, levou o termo “Práticas Profissionais Inclusivas” a tornar-se o primeiro termo produzido na Univasf a ser registrado no Vocabulário dos Descritores em Ciências da Saúde (DeCS), do Centro Latino-Americano e do Caribe de Informação em Ciências da Saúde (Bireme). O termo passou a integrar oficialmente o vocabulário em janeiro de 2026 e está disponível para uso de profissionais e pesquisadores da área da saúde.

Estudos científicos em saúde só podem fazer o uso de termos que constam no DeCS. Por isso, a partir da inserção do descritivo “Práticas Profissionais Inclusivas” no vocabulário, artigos de pesquisadores interessados na área podem conter o termo em suas páginas. Este novo descritivo abrange toda e qualquer ação de um profissional, das mais variadas áreas do conhecimento, que estuda, conhece e compreende as especificidades das pessoas com deficiência, estando apto para atuar profissionalmente também com esse público.

O termo surgiu durante a Semana de Ensino, Pesquisa e Extensão (Scientex) da Univasf em 2015, quando o NAI ofertou um minicurso intitulado “Práticas Profissionais Inclusivas”. A consolidação do termo aconteceu a partir de 2021, com o lançamento em rede nacional do programa institucional com o mesmo nome. “A perspectiva ‘Práticas Profissionais Inclusivas’ teve início como uma compreensão local, pela urgente necessidade de formarmos profissionais para humanos que tenham ou não deficiência. Após sua consolidação, percebemos que era uma proposta inédita em todo Brasil”, diz a coordenadora do NAI, Karla Daniele de Sá Maciel Luz. Após a descoberta do ineditismo do descritivo, em 2025, Karla e a equipe do NAI submeteram o termo ao DeCS.

Segundo a coordenadora do NAI, a presença do termo no DeCS gera impactos relevantes, como a consolidação do descritivo como perspectiva científica e de efetiva produção de inclusão de pessoas com deficiência. “A inserção também proporciona garantia literária, quando um termo passa a ter reconhecimento no meio científico por meio da sua pertinência e efetividade”, completa a docente. Karla Daniele ressalta que a inserção do termo no DeCS também representa o primeiro passo para a criação do Mestrado Profissional em Práticas Profissionais Inclusivas, que será proposto pelo NAI/Univasf à Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes).

O DeCS é um vocabulário estruturado e multilíngue, desenvolvido pelo Bireme, um centro especializado da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) e pela Organização Mundial da Saúde (OMS) utilizado para indexar e pesquisar literatura científica na Biblioteca Virtual em Saúde (BVS), como a LILACS e MEDLINE.