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Univasf e Incra firmam parceria para fortalecer práticas artístico-culturais no campo

publicado: 24/04/2026 15h09 última modificação: 24/04/2026 18h32


O diretor de Arte, Cultura e Ações Comunitárias da Univasf, Thiê Gomes, apresentando o projeto na Unirio

Investigar e fortalecer o papel das práticas artístico-culturais em comunidades rurais brasileiras é o objetivo do projeto “Arte, Cultura e Educação no Campo”, desenvolvido em parceria entre a Universidade Federal do Vale do São Francisco (Univasf) e o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra). A iniciativa busca gerar conhecimento científico e subsidiar a formulação de políticas públicas voltadas à cultura no campo. O projeto tem como público comunidades camponesas, assentadas e quilombolas vinculadas ao Incra e prevê a publicação de um caderno, em 2027, com proposições para uma política nacional de cultura no campo.

A proposta pretende compreender como a arte e a cultura contribuem para a formação identitária, o fortalecimento sociocultural e o desenvolvimento territorial dessas populações. “A iniciativa parte do entendimento de que o campo é um espaço de produção de saberes, memória e resistência, mas ainda enfrenta desafios quanto ao reconhecimento e à valorização de suas expressões culturais nas políticas públicas”, destaca Thiê Gomes, diretor de Arte, Cultura e Ações Comunitárias da Univasf.

O cronograma do projeto contempla etapas nacionais e regionais, incluindo oficinas de formação de agentes culturais, encontros em diferentes territórios e atividades voltadas a arte-educadores de escolas do campo. A primeira ação será a 1ª Oficina Nacional de Formação, destinada a 60 agentes culturais de todo o país, com foco no diagnóstico cultural participativo. O evento ocorrerá de 12 a 14 de junho de 2026, em Brasília (DF).

A iniciativa também prevê a realização de entrevistas e diagnósticos coletivos, com a participação direta das comunidades. Além de mapear e caracterizar práticas culturais, o projeto pretende analisar os processos formativos gerados por essas ações, bem como os discursos sobre identidade, pertencimento e território. Também busca fomentar grupos culturais locais e fortalecer redes de articulação entre comunidades e instituições de ensino. Ao final, as experiências serão sistematizadas em um caderno, com lançamento previsto para fevereiro de 2027, que reunirá proposições para uma política nacional de cultura no campo.

Segundo Gomes, a iniciativa responde a uma demanda histórica dos movimentos sociais do campo por políticas culturais permanentes e contribui para a integração entre políticas de desenvolvimento agrário e cultural. “Apesar da relevância da arte e da cultura do campo para comunidades camponesas, assentadas e quilombolas, esse valor ainda não é plenamente reconhecido pelas políticas públicas. Faltam iniciativas permanentes que valorizem e fortaleçam essas expressões culturais. Nesse sentido, o projeto busca contribuir para a construção de uma política contínua para o setor, garantindo o devido reconhecimento e valorização dessas manifestações”, afirmou.

O projeto “Arte, Cultura e Educação no Campo” é desenvolvido por meio da Diretoria de Arte, Cultura e Ações Comunitárias (DACC) da Univasf e da Coordenação-Geral de Educação, Arte e Cultura do Campo (DDE) do Incra, em parceria com o Ministério da Cultura (MinC), o Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA), a Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (Unirio) e a Universidade de Brasília (UnB),