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XVI Mês das Consciências Negras promove debates sobre antirracismo, diversidade e enfrentamento ao assédio na Univasf

publicado: 09/10/2026 17h32 última modificação: 09/10/2026 17h32


A diretora de Gênero e Diversidade Spaadi, Paula Galrão, participou da mesa-redonda que abriu a programação.

O combate ao racismo e à discriminação, o enfrentamento ao assédio e a promoção da educação para as relações étnico-raciais estão entre os temas do XVI Mês das Consciências Negras da Universidade Federal do Vale do São Francisco (Univasf). Iniciada na terça-feira (6), a programação contou, até esta sexta-feira (9), com atividades voltadas à reflexão sobre políticas afirmativas, diversidade e inclusão no ambiente universitário.

A abertura foi marcada pela mesa-redonda “Combate à Discriminação e Enfrentamento ao Assédio”, realizada no auditório da Biblioteca, no Campus Sede, em Petrolina (PE). A atividade reuniu servidores da Universidade, especialmente aqueles que ocupam cargos de gestão, coordenam colegiados ou atuam no atendimento à comunidade universitária, além de estudantes e do público em geral.

A pró-reitora de Gestão de Pessoas, Kilma Matos, destacou a responsabilidade de quem ocupa funções de liderança na construção de ambientes institucionais seguros e respeitosos. “A liderança é uma referência, e o líder precisa dar o exemplo. Precisamos compreender a importância do nosso papel institucional, seja em uma pró-reitoria, diretoria ou coordenação, administrativa ou acadêmica. Todos nós que assumimos funções de responsabilidade temos o dever de zelar pelas pessoas que trabalham conosco”, ressaltou.

Também participaram da mesa-redonda a diretora de Gênero e Diversidade da Superintendência de Políticas Afirmativas, Antirracismo e Diversidade (Spaadi), Paula Galrão, e a ouvidora da Univasf, Paloma Paraguassu. As três integrantes da mesa fazem parte da Comissão de Combate ao Assédio e à Discriminação (CCAD). O debate abordou a importância de fortalecer as ações institucionais de prevenção e enfrentamento ao assédio e à discriminação.

O superintendente da Spaadi, Nilton de Almeida, lembrou que a Superintendência completará um ano de criação em novembro e destacou a abrangência das atividades desenvolvidas no âmbito do Mês das Consciências Negras. “É uma responsabilidade muito grande. É mais um ciclo do Mês das Consciências Negras, com atividades, ações e eventos de diferentes naturezas e modalidades, voltados a públicos diversos e realizados em diferentes campi ao longo do ano”, afirmou.

O reitor Telio Leite ressaltou o papel da instituição na promoção de uma cultura pautada no respeito à diversidade e no enfrentamento às diferentes formas de discriminação e assédio. “Como universidade, precisamos ser protagonistas nas ações de combate ao racismo e à discriminação e de enfrentamento ao assédio. Para isso, é fundamental promover a mobilização e manter o diálogo contínuo, a fim de construir as estruturas e estratégias necessárias para avançarmos na construção de uma universidade e de uma sociedade em que as diferenças sejam respeitadas e valorizadas. Esse compromisso também fortalece o cumprimento da nossa missão institucional”, afirmou.

Programação – Na quarta-feira (7), a programação contou com a palestra “Do PDI à sala de aula: educação das relações étnico-raciais”, ministrada pela coordenadora do Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros e Indígenas (Neafrar), Rosilene Araujo Tuxá. A atividade abordou o Plano de Desenvolvimento Institucional (PDI) 2026-2030, que prevê, entre suas estratégias, a incorporação de conteúdos e componentes curriculares relacionados à educação das relações étnico-raciais nos instrumentos de avaliação institucional, docente e discente, articulando essas ações ao ensino, à pesquisa e à extensão.

Nesta quinta-feira (8), foi realizada a oficina “Heteroidentificação: Teoria e Prática”, ministrada pelo professor do Colegiado de Engenharia de Produção Everton Cristian Souza.

A programação foi concluída hoje (9), com a plenária “Fórum de Políticas Afirmativas, Antirracismo e Diversidade”. A atividade discutirá a construção de um canal permanente de propostas para movimentos sociais e organizações que atuarão nos próximos três anos junto à Univasf, em pautas relacionadas a gênero e diversidade, povos ciganos, comunidade LGBTQIAPN+, população negra, povos indígenas e quilombolas.

O XVI Mês das Consciências Negras é promovido pela Spaadi, em parceria com a Pró-Reitoria de Ensino (Proen), a Pró-Reitoria de Gestão de Pessoas (Progepe) e a CCAD.