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XX Congresso Brasileiro de Fisiologia Vegetal promove integração entre ciência, inovação e ensino na Univasf

publicado: 20/08/2026 13h59 última modificação: 20/08/2026 13h59


A abertura oficial do evento ocorreu na noite de segunda-feira (17) com a participação do reitor Telio Nobre Leite.

A Universidade Federal do Vale do São Francisco (Univasf) está sediando o XX Congresso Brasileiro de Fisioogia Vegetal (XX CBFV), promovido pela Sociedade Brasileira de Fisiologia Vegetal (SBFV) e organizado em conjunto com o Instituto Federal do Sertão Pernambucano (IFSertãoPE). O evento reúne cerca de 700 inscritos de diferentes cidades e instituições do Brasil e do exterior, para promover o encontro e a integração da comunidade científica, técnica e produtiva, estimulando a troca de experiências e a difusão de conhecimentos sobre os principais avanços, desafios e soluções estratégicas para a Fisiologia Vegetal. O CBFV acontece no Complexo Multieventos, Campus Juazeiro, e a programação segue até sábado (22) com visitas técnicas.

A solenidade de abertura contou com uma apresentação da Sertão Jazz Band, do IFSertãoPE, que apresentou várias composições musicais para uma plateia atenta que lotou o auditório principal do Complexo Multieventos. O reitor Telio Nobre Leite participou da solenidade, que também teve a presença da presidente da SBFV, Eugenia Jacira Bolacel Braga; dos professores Ana Rita Leandro dos Santos, do IFSertãoPE, e Vespasiano Borges de Paiva Neto, da Univasf, que compartilharam a presidência desta edição do evento; e da pró-reitora de Extensão e Cultura do IFSertãoPE, Adeisa Guimarães Carvalho. A palestra Magna foi proferida pela professora Christine Foyer, da Universidade de Birmingham, especialista em metabolismo vegetal e sua regulação em condições ótimas e de estresse. 

A programação do evento, que marca os 40 anos da Sociedade Brasileira de Fisiologia Vegetal e pela primeira vez acontece no Vale do São Francisco, é composta por palestras, minicursos, sessões temáticas, mesas redondas, apresentação de trabalhos e visitas técnicas. Na quarta-feira (19), a programação foi marcada por sessões temáticas, como o I Desafio de Inovação e Extensão em Fisiologia Vegetal e palestra do setor de ensino da SBFV. Também houve a apresentação dos projetos concorrentes do I Desafio de Inovação e Extensão, em que participantes de diferentes instituições compartilharam suas pesquisas e explicaram as inovações voltadas à Fisiologia Vegetal. Os trabalhos foram apresentados em formato de pitch, com duração de três minutos, para uma banca avaliadora composta por pesquisadores e representantes do setor privado.

O professor e fisiologista vegetal Cid Campos, da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS), foi o primeiro pesquisador a apresentar seu projeto. O grupo de Campos desenvolveu um biofertilizante utilizando resíduos orgânicos do setor da pecuária, além de resíduos industriais e de mineração. “Eu me sinto honrado e feliz de ter sido o primeiro a apresentar durante esse, essa ideia brilhante da Sociedade Brasileira de Fisiologia Vegetal, essa questão, não só da extensão, que é extremamente importante, mas também da inovação, dentro da fisiologia vegetal”, comentou.

Segundo a professora do Colegiado de Engenharia Agronômica da Univasf e membro da comissão organizadora do XX CBFV, Rafaela Ribeiro, trazer o congresso para o Vale do São Francisco é importante, porque a região é referência na produção de frutas e possui uma relação direta com os estudos da Fisiologia Vegetal. “Esse evento é de extrema importância para nossa região, por ser um evento que reúne profissionais, estudantes, pesquisadores e cientistas da área de fisiologia vegetal, e a nossa região é referência em produção de frutas. Hoje, nós temos produção de uva e manga o ano inteiro, graças às condições climáticas propícias e ao nosso conhecimento”, observou Rafaela.

Também durante a quarta-feira foi realizada a 3ª Mostra Científica Interativa - FisioPop III, espaço onde pesquisadores das universidades presentes puderam apresentar seus projetos para estudantes do ensino básico da rede pública. A professora Jéssica Patrícia Borges, do Centro Universitário Fundação Assis Gurgacz (FAG), participou do FisioPop “Da Célula ao Fruto: Plantas em Detalhes”, no qual explicou aos estudantes conceitos como célula, flor, fruto e semente, enfatizando que todos os seres vivos são formados por células.

De acordo com a docente, essa integração entre o ensino superior e o ensino básico se destaca pela oportunidade de ensinar, de forma simples, os conhecimentos produzidos na universidade. “O FisioPop é uma conexão muito forte da graduação com os colégios de ensino médio e fundamental, porque é nesse momento que os estudantes de graduação e os professores podem demonstrar e ensinar a esses alunos o que produzimos”, comentou Jéssica.

A estudante Thamyres Carvalho, do terceiro ano do ensino médio da Escola Estadual de Petrolina Adelina Almeida, foi uma das cerca de 200 estudantes que passaram pelo FisioPop. “Minha experiência aqui tá sendo incrível, aprendendo muito sobre a nossa região, tanto a Caatinga quanto as plantas, que é algo que eu admiro muito, uma área da Biologia de que eu gosto bastante. E eu acredito que isso vai nos ajudar no nosso dia a dia também, a aprender mais sobre a natureza e a região em que a gente vive”, disse.

O evento prosseguirá nos próximos dias com diferentes atividades envolvendo outras Sessões temáticas abordando assuntos como Fisiologia Aplicada à Agricultura Sustentável e Regenerativa e Anatomia Funcional e Desenvolvimento Vegetal, além a Assembleia Geral Ordinária (SBFV). “Além do impacto econômico que um evento como esse possibilita para a região, há também a difusão de conhecimento, que permite aos profissionais se atualizarem, conhecerem o que tem evoluído e pensarem em como melhorar as tecnologias”, enfatizou Rafaela Ribeiro.