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II Simpósio de Medicamentos Inovadores do Vale do São Francisco integra ciência, engenharia e saúde em inovação em medicamentos
Evento reúne participantes do Brasil e do exterior para debater inovação em saúde.
O II Simpósio de Medicamentos Inovadores do Vale do São Francisco (Simevasf) reúne pesquisadores, estudantes e profissionais para discutir inovação tecnológica na área farmacêutica. Realizado no Cineteatro do Campus Sede da Univasf, em Petrolina (PE), o evento aproxima as áreas de engenharia, farmácia, química e saúde à área de empreendedorismo e inovação. O Simevasf é uma iniciativa do Programa de Pós-Graduação em Biociências e do Colegiado de Farmácia da Universidade Federal do Vale do São Francisco (Univasf) e terá programação até sexta-feira (30).
O evento conta com cursos, palestras, mesas redondas e apresentações de trabalhos científicos em todas as áreas relacionadas à inovação tecnológica em saúde, além da apresentação de startups durante todo o evento. A programação teve início na quarta-feira (28), com a realização de oficinas e minicursos.
![]() Ana Carolina Leal de Oliveira, da Finep, proferiu conferência de abertura. |
A solenidade de abertura foi realizada à noite, com a presença do reitor Telio Nobre Leite; do presidente da comissão organizadora do II Simevasf, Fabrício Souza; da coordenadora do Colegiado de Farmácia, Xirley Nunes; do coordenador do Programa de Pós-Graduação em Biociências, Luciano Ribeiro; do superintendente do Hospital Universitário (HU-Univasf), Julianeli Tolentino; e da gerente do Sebrae-PE Sertão do São Francisco, Mara Almeida. A conferência de abertura foi ministrada por Ana Carolina Leal de Oliveira, analista de Inovação – Área da Saúde, da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep). Ela falou sobre o tema “Inovação tecnológica e a Nova Indústria Brasil: o papel do Complexo Econômico-Industrial da Saúde”.
Nesta quinta-feira (29), a programação contou com palestras, mesas redondas e apresentações de trabalhos. O evento teve a participação de palestrantes de diversas regiões do Brasil e de convidados estrangeiros, permitindo a interação entre renomados pesquisadores nacionais e internacionais.
O coordenador do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia do Complexo Econômico-Industrial da Saúde (iCEIS) da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), José Lamartine, abriu as atividades do dia com a palestra “Inovação farmacêutica em doenças negligenciadas”. Segundo o docente, a discussão acerca de medicamentos inovadores evidencia as contribuições da tecnologia para o setor farmacêutico. “A tecnologia farmacêutica é um facilitador para que uma descoberta se transforme, ou chegue a ser, um produto utilizado por um paciente”, disse.
O estudante Gilberto Neto, do 8º período do curso de Engenharia Civil, está participando do Simevasf pela segunda vez e ressaltou a importância multidisciplinar do evento. “Os medicamentos inovadores têm cada vez mais relação com a engenharia e a área da saúde”, comentou. Segundo Neto, para desenvolver medicações com tecnologias avançadas, é necessária a integração entre as diferentes áreas. “Principalmente nos cálculos, nas máquinas, nos aparelhos e nas partes elétrica e mecânica. Hoje, a engenharia é necessária para esse desenvolvimento”, completou.
![]() José Lamartine, do iCEIS da UFPE, falou sobre inovação em doenças negligenciadas. |
Além de palestras, o evento apresenta uma programação diversificada com foco no empreendedorismo e na inovação. “O que temos aqui é um evento de alto nível, em que mostramos as interações entre engenharia, farmácia, biologia, química e física. Mostramos aos participantes o que há de mais novo em técnicas de produção e de preparo, que contribuam para o desenvolvimento de novos fármacos”, comentou Evando Araújo Santos, professor do curso de Engenharia Agronômica e membro da organização do evento.
Para Santos, o Simevasf é uma extensão da sala de aula. “A interação entre engenharia e saúde permite trabalhos interdisciplinares e multidisciplinares que avancem em situações inovadoras que a gente imagina que só aconteceriam em grandes centros”. De acordo com ele, o Simpósio contribui para o desenvolvendo de trabalhos voltados para a área de inovação em medicamentos na região.
Esta edição do Simevasf, que acontece a cada dois anos, contou ainda com a participação de palestrantes de Portugal e da França. O professor Pedro Manuel G. A. Matos Faia, da Universidade de Coimbra, foi um deles. Faia proferiu palestra na manhã desta quinta-feira sobre o tema “Tomografia de impedância: princípios de funcionamento e aplicações no domínio da saúde”. Pedro Faia também participou, na terça-feira (27) na Reitoria, do ato de assinatura do plano de trabalho de um projeto de cooperação científica internacional entre Univasf e Universidade de Coimbra. Além dele, os professores Laurent Picot, da La Rochelle Université, e Gonçalves Oliveira Júnior, da Université Paris Cité, proferiram palestras na tarde desta quinta-feira.
![]() Programação reúne estudantes, pesquisadores e empreendedores. |
A programação continua durante todo o dia da sexta-feira (30). Entre as atividades destaca-se uma mesa redonda sobre “Desafios e oportunidades no desenvolvimento de produtos inovadores”, com a presença de Erick Lisboa, da Bahiafarma; Mona Oliveira, da BioLinker; Daniela Valverde, do Grupo Boticário; e Maria Thereza Morais, do Instituto Thereza Morais. Também haverá palestras sobre temas diversos, entre os quais “Inteligência Artificial na descoberta de fármacos: revolução ou hype científico?”, com o professor da Universidade de São Paulo Gustavo Henrique Goulart Trossini. A programação completa do evento está disponível no site.
O presidente da comissão organizadora e professor do Colegiado de Farmácia, Fabrício Souza, destacou a diversidade da programação desta segunda edição do Simevasf, possibilitando aos participantes momentos enriquecedores de troca de conhecimentos. “Nosso objetivo é mudar a cultura que ainda predomina no ambiente acadêmico de que produtividade se mede com a publicação de artigos. Queremos incentivar o desenvolvimento de produtos e fazer com que esses produtos cheguem a ser utilizados pela população”, afirmou. Para o docente, discutir empreendedorismo, tecnologia e inovação dentro da Universidade é essencial para que essa mudança de cultura se torne realidade.



