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Univasf promove exposição “Memórias do Subsolo” com fotografias de cavernas da Chapada Diamantina
Uma pesquisa sobre como as mudanças climáticas globais dos últimos 200 mil anos influenciaram as modificações no solo e na vegetação da Chapada Diamantina resultou na exposição fotográfica “Memórias do Subsolo”. A mostra é uma realização da Universidade Federal do Vale do São Francisco (Univasf), organizada pela Diretoria de Arte, Cultura e Ações Comunitárias (DACC) da Pró-Reitoria de Extensão (Proex). As imagens foram registradas pelo fotógrafo Daniel Menin durante uma expedição científica feita pelo professor Daniel Vieira de Sousa, do Colegiado de Geografia, do Campus Senhor do Bonfim (BA) da Univasf. A exposição será aberta nesta quinta-feita (5), às 18h, no Hall da Reitoria da Univasf, em Petrolina (PE), com entrada gratuita.
A exposição é composta por 24 fotos coloridas das Cavernas da Lapa Doce e Torrinha, na Chapada Diamantina (BA), impressas em tamanhos grandes. Três delas têm 1,1 metro por 85 centímetros. As fotografias foram tiradas durante duas semanas da pesquisa de campo, em janeiro de 2025. Sousa foi em busca de pistas e registros sobre a história natural da paisagem e Menin registrou as imagens.
A pesquisa foi realizada durante o pós-doutorado de Daniel Sousa no Instituto de Geociências da Universidade de São Paulo (USP) e financiada pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). De acordo com o professor, seu estudo investiga os vestígios do passado no ambiente através dos minerais e na geoquímica que compõe os sedimentos, paleossolos, espeleotemas e fósseis.
O fotógrafo Daniel Menin é doutor pelo Instituto de Geociências da Universidade de São Paulo (IGC-USP) e graduado em Comunicação Social, com pós-graduações em Marketing e Gestão Ambiental. Ele atua na espeleologia desde 1998, tendo participado de expedições em diferentes estados brasileiros e no exterior. Ao longo dos anos especializou-se em topografia subterrânea, exploração de cavidades verticais, documentação fotográfica e divulgação científica.
A intenção do professor Daniel Sousa ao juntar sua pesquisa com as fotografias de Menin é divulgar para o público um pouco sobre como funciona um processo científico. “Com a exposição as pessoas conseguirão compreender um pouco sobre o que fazemos, para onde vamos e como descobrimos fatos sobre o passado, como o tempo e o clima. Nesse trabalho, fomos até o interior da Terra para procurar pistas em sedimentos e materiais geológicos”, diz o docente.
A exposição “Memórias do Subsolo” ficará disponível para visitação durante todo o mês de março, de segunda a sexta-feira, das 8h às 19h. A mostra é aberta a pessoas de todas as idades e em breve também irá para o Campus Serra da Capivara da Univasf, em São Raimundo Nonato (PI), onde a preservação, a proteção arqueológica e natural também se fazem presentes.
