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Curso sobre agroecologia, saúde e sustentabilidade no Semiárido está com inscrições abertas na Univasf
Contribuir para a qualificação de estudantes, profissionais e integrantes de comunidades tradicionais, a partir de uma abordagem interdisciplinar que integra agroecologia, saúde coletiva e sustentabilidade. Este é o objetivo do I Curso de Formação em Agroecologia, Saúde e Sustentabilidade no Semiárido, promovido pela Universidade Federal do Vale do São Francisco (Univasf), por meio do Programa Escola Verde (PEV) e do Núcleo de Estudos em Agroecologia do Vale do São Francisco (Neovasf). A formação será realizada nos dias 11, 12, 18 e 19 de abril, com atividades on-line e práticas. O curso é gratuito e aberto ao público, sendo voltado para estudantes, docentes, técnicos, agricultores, lideranças de comunidades quilombolas e indígenas e demais interessados na temática.
Os interessados podem se inscrever no site do curso. As atividades on-line serão realizadas por meio do canal do PEV no YouTube, enquanto a aplicação prática ocorrerá em territórios do Vale do São Francisco. Os participantes que alcançarem frequência mínima de 70% terão direito a certificado de 30 horas, emitido por meio do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico.
A programação está organizada em diferentes eixos temáticos, incluindo produção agroecológica, manejo sustentável da água, segurança alimentar, saúde da família, plantas medicinais, economia solidária e tecnologias aplicadas ao contexto rural. As atividades contemplam aulas expositivas, estudos de caso, oficinas e planejamento de ações voltadas à realidade das comunidades participantes.
O professor Paulo Ramos, do Colegiado de Ciências Sociais da Univasf e coordenador do PEV, afirma que a formação foi pensada a partir das demandas das comunidades tradicionais do Semiárido, com destaque para comunidades quilombolas, indígenas e de fundo de pasto. “Este curso nasce do reconhecimento de que as comunidades quilombolas, indígenas e de fundo de pasto são detentoras de conhecimentos fundamentais para a convivência com o Semiárido. Nosso objetivo é valorizar esses saberes e promover um diálogo horizontal com o conhecimento científico”, destacou.
Segundo Ramos, a iniciativa busca aproximar a formação acadêmica das demandas concretas das populações atendidas, promovendo uma atuação comprometida com o desenvolvimento social e com a valorização dos saberes locais. “A proposta é que o conhecimento construído ao longo do curso seja efetivamente aplicado nos territórios, contribuindo para a autonomia das comunidades, a segurança alimentar e a sustentabilidade dos sistemas produtivos locais, sempre respeitando as especificidades de cada grupo”, ressaltou o professor.
Mais informações sobre o curso estão disponíveis neste link.
